O pensador, docente e jurista José Carlos de Almeida anunciou publicamente a sua disponibilidade para concorrer à liderança do MPLA, no congresso do partido previsto para dezembro de 2026, tendo em vista as eleições gerais de 2027.
Num comunicado dirigido aos militantes, simpatizantes e órgãos do MPLA, Almeida defende a necessidade de o partido preparar-se “urgentemente” para o congresso e alerta para a importância de um processo eleitoral interno transparente e democrático.
O académico critica alegadas “ordens superiores” que estariam a impedir os militantes de base de conceder assinaturas de apoio aos pré-candidatos e considera que tal prática viola os estatutos do partido. Acrescenta ainda que a situação fragiliza a democracia interna e compromete a credibilidade do MPLA.
Segundo Almeida, a entrevista recente do presidente João Lourenço à Televisão Pública de Angola deixou implícita a sua intenção de se recandidatar à liderança do partido. No entanto, o docente considera que Lourenço “perdeu a popularidade e o apoio sincero”, apelando à sua desistência em prol da coesão partidária.
“O MPLA precisa partir para as eleições com inclusão e unidade. Uma eventual bicefalia entre o líder do partido e o candidato à Presidência da República seria prejudicial para a coesão e para a governação do país”, afirmou.
O pré-candidato sublinha ainda que enfrenta dificuldades na recolha de assinaturas, devido ao facto de muitos militantes não possuírem cartão de membro, situação que classificou como “lamentável e reveladora de falhas organizativas”.
No fecho da sua declaração, José Carlos de Almeida apelou aos militantes
para que apoiem os candidatos à liderança que considerem mais bem preparados
para enfrentar o desafio das eleições gerais de 2027.
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