O advogado e ativista de Direitos Humanos, Zola Ferreira Bambi, apresentou uma queixa-crime junto da Procuradoria-Geral da República (PGR), após ter encontrado um projétil de arma de fogo incrustado no para-brisas da sua viatura pessoal, na manhã do dia 26 de agosto de 2025, quando se preparava para sair de casa, no bairro Alvalade, em Luanda.
Segundo a denúncia apresentada, o projétil não chegou a atravessar o vidro,
permanecendo preso na parte superior do para-brisas. Perante a situação, o
advogado dirigiu-se imediatamente ao Serviço de Investigação Criminal (SIC),
onde técnicos confirmaram tratar-se de um disparo real, possivelmente uma “bala
perdida”. O material foi recolhido e encaminhado para análise no laboratório de
balística.
Zola Bambi manifestou profunda preocupação com o incidente, alegando que
não pode encarar o episódio como uma mera casualidade, tendo em conta o seu
histórico de ameaças, agressões físicas, vandalismo à viatura, sabotagem
mecânica e até um sequestro em plena via pública, em contextos relacionados com
a sua atuação em processos sensíveis de Direitos Humanos.
“Encontrei o projétil no para-brisas da minha viatura e não posso ignorar.
Como advogado de Direitos Humanos, realizo atividades de grande risco e este
episódio preocupa-me bastante, pelas consequências que poderia ter tido”, afirmou.
Na queixa formal entregue à PGR, Bambi solicita a abertura de uma
investigação rigorosa para apurar a origem do disparo e determinar se o ato foi
acidental ou intencional. O advogado anexou ainda documentação de ocorrências
anteriores, que já haviam sido divulgadas em diferentes meios de comunicação
social.
Até ao momento, não há informações oficiais sobre os resultados
preliminares da perícia balística.
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