O jornalista da Rádio Nacional de Angola (RNA), Francisco Pedro, foi suspenso de todas as actividades na emissora após reivindicar junto ao Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, a liberação de ajuda de custo que a administradora para administração e finanças, Cristina Nobre, se recusava a disponibilizar. A situação ocorreu durante a cobertura de uma atividade do Presidente da República, João Lourenço, na República da NamÃbia.
De acordo com fontes do Club-K, Francisco Pedro estava no aeroporto
internacional 4 de Fevereiro e se recusou a embarcar devido à falta de recursos
para hospedagem e alimentação. Ele comunicou ao seu chefe imediato, o Diretor
de Informação António Capapa, sobre a indisponibilidade financeira para a
viagem, mostrando-se disposto a ser substituÃdo. Capapa, porém, não conseguiu
oferecer uma solução e evitou tomar uma posição firme.
Em seguida, Francisco Pedro contatou o Administrador para Conteúdos, Estanilau Garcia, que respondeu de forma rÃspida e desligou o telefone. Sem encontrar apoio, Pedro relatou o problema ao Presidente do Conselho de Administração (PCA) da RNA, Pedro Cabral, mas também não obteve ajuda.
Intervenção do Ministro
Desesperado, Francisco Pedro recorreu ao Ministro Mário Oliveira, que
orientou o jornalista a enviar uma mensagem pelo WhatsApp. Pedro então gravou
um áudio relatando a situação e solicitando a exoneração do conselho de
administração da RNA. O ministro reencaminhou imediatamente o áudio para o PCA
da RNA. Em menos de 10 minutos, um funcionário da RNA entregou os valores
necessários no aeroporto, permitindo que o jornalista seguisse viagem. Ao
retornar ao paÃs, Francisco Pedro foi surpreendido com seu afastamento das coberturas
na Assembleia Nacional e da edição dos noticiários ao final de semana.
Problemas Sistêmicos na RNA
Os jornalistas que acompanham o Presidente da República ao exterior
enfrentam diversas dificuldades devido à falta de sensibilidade da administradora
Cristina Nobre, que frequentemente contraria as decisões do PCA. Os repórteres
viajam sem dinheiro, dependendo da ajuda de profissionais de outros órgãos de
comunicação. Há relatos de jornalistas da RNA que passaram três dias em
aeroportos estrangeiros em condições deploráveis por falta de recursos, sendo
obrigados a se humilhar perante a administradora financeira ao retornar ao
paÃs.
Reclamações dos Funcionários
Os jornalistas da RNA denunciam um ambiente de trabalho ruim, marcado pela
má gestão, desorganização e falta de patriotismo dos responsáveis. A suspensão
de Francisco Pedro é vista como mais um exemplo dos desafios enfrentados pelos
profissionais da RNA, que clamam por uma administração mais eficiente e
sensÃvel à s suas necessidades.
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