Um grupo de médicos angolanos, que se autodenominam "Médicos Anónimos", enviou uma carta à Bastonária da Ordem dos Médicos de Angola, Elisa Pedro Gaspar, a solicitar a realização de novas eleições na Ordem.
Na carta, os médicos argumentam que Elisa Gaspar foi eleita em 2019 para um
mandato de três anos, que terminou em abril de 2022. Afirmam ainda que, até à
data, não houve qualquer anúncio sobre a realização de novas eleições.
Os "Médicos Anónimos" citam o Artigo 18º do Estatuto da Ordem dos Médicos de Angola, que estabelece que o mandato dos órgãos eleitos é de três anos, podendo os seus membros ser reeleitos por mais um único mandato.
Na carta, os médicos solicitam à Elisa Gaspar que "com a máxima
urgência" organize novas eleições na Ordem dos Médicos.
Ameaça de Assembleia Geral
A carta também informa que, caso a actual Direção da Ordem dos Médicos não
organize novas eleições ou não se pronuncie sobre o tema nos próximos 90 dias
(até 9 de Julho de 2024), a Classe Médica Angolana organizará uma Assembleia
Geral para criar uma comissão eleitoral e organizar novas eleições.
A Ordem dos Médicos de Angola é uma organização profissional que representa os
médicos angolanos. A Ordem é responsável por defender os interesses dos
médicos, promover a ética médica e regular a prática da medicina em Angola.
A actual Bastonária da Ordem dos Médicos, Elisa Pedro Gaspar, foi eleita em 2019, derrotando três outros candidatos.
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