O activista Gilson da Silva Moreira, mais conhecido como “Tanaice Neutro”, que recentemente esteve em greve de fome, iniciada a 27 de Fevereiro último, com a duração de 13 dias, foi internado com urgência, após o agravamento do seu estado de saúde na cadeia de Kakila, em Luanda.
Segundo ainda a denúncia, depois de 24 horas, no Hospital da Unidade de Reacção Rápida, Tanaice Neutro foi transferido para o Hospital Prisão de São Paulo, onde supostamente recebeu assistência médica.
“Posto lá no Hospital Prisão do São Paulo, o Tanaice disse que o general Miala ligou para o seu homem que se encontrava no São Paulo, e este por sua vez, passou o telefone ao activista, tendo dito que devia parar com a greve de fome porque o seu processo já estava a ser revisto”, lê-se na denúncia.
Depois disto, Simão Cativa relata que o jovem activista foi levado para à cadeia de Calomboloca acompanhado de um médico nutricionista “porque o Tanaice Neutro está muito magro”.
“E, está semana, o regime mandou uma procuradora em Calomboloca para falar com os activistas Tanaice Neutro e o Adolfo Campos, de seguida, na quarta-feira o Tanaice pediu para que eu (Simão Cativa), Laurinda Gouveia e a Rosa Mendes fossemos para Calomboloca, a fim de falar com ele, pois o mesmo recebeu informações de que podia ser internado no Hospital Militar por conta de algumas doenças que ele contraiu e depois fazer hemodiálise”, reforçou.
Postos na penitenciária de Calomboloca, segundo Simão Cativa, “infelizmente não fomos permitidos ver o Tanaice, e os serviços penitenciários de Calomboloca ligaram para a mãe do Tanaice para vir com urgência em Calomboloca, pois o activista está mesmo internado em estado grave”.
Tanaice Neutro e outros três activistas foram detidos depois de uma manifestação de apoio aos mototaxistas em Luanda, em Setembro do ano passado (2023). Foram condenados nesse mesmo mês a dois anos e cinco meses de prisão por ultraje e injúrias ao Presidente da República, João Lourenço.
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