Espectacular! Assim foi o desempenho da Selecção Nacional sénior feminina de andebol, ao dar mais um passo importante, com vista a qualificação para Paris’2024, palco da 33ª edição dos Jogos Olímpicos, maior montra desportiva à escala mundial.
Ontem, Angola fez, mais uma vez, jus à condição de favorita, ao derrotar o Congo por expressivos 30–15, em partida da segunda jornada do Torneio Pré-Olímpico, prova que se disputa, até amanhã, no Multiusos do Kilamba.A pivô Albertina Kassoma abriu as hostilidades, após
assistência da central Isabel Guialo "Belinha”. O delírio nas bancadas
ecoou no Pavilhão, pois estava feito o primeiro e dado o aviso às congolesas.
Instantes depois surgiu a resposta das adversárias.
Jogados seis minutos, 5-1, a favor das Pérolas, com
uma defesa mista 5-1 e 4-2, Natália Bernardo jogou mais adiantada e serviu de
bico para travar o ataque contrário. Na baliza, Marta Alberto esteve atenta às
movimentações do Congo e defendeu três ataques seguidos.
Embora vigiada por duas atletas, Kassoma mostrou-se
determinante quer a defender, quer a atacar. Nas missões ofensivas, a cada
movimento de rotação era golo ou livre de sete metros, tal é a envergadura da
atleta do Rapid Bucarest da Roménia.
Na primeira linha, a central Helena Paulo era a
armadora em serviço, ladeada pelas laterais Aznaide Carlos e Stélvia Pascoal.
Albertina Kassoma, Juliana Machado e Natália Bernardo pontificaram-se na
segunda linha.
Com as combinações e jogadas ensaiadas a fluírem, com
naturalidade, 15 minutos, 9-3. O seleccionador Vivaldo Eduardo, pouco
interventivo, aplaudiu as jogadoras em sinal de aprovação.
Do lado das congolesas, Fanta Diagouraga, Diane Yimga
e Suzanne Mambou, na primeira linha, puxavam pelas companheiras. Josephine
Line, Grace Zoubabela e Hermida Mongo pareciam alheias ao jogo.
Inconformado, Younes Tatby já "queimou” dois
"time out”, desconto de tempo, pois o conjunto estava apático e desprovido
de fundamentos para equilibrar os números. Ao cabo dos 30 minutos, 9-17,
favoráveis a selecção anfitriã.
No reatamento, Vivaldo Eduardo efectuou algumas
mudanças. Chelcia Gabriel entrou no lugar de Helena Paulo, Liliana Venâncio
rendeu Albertina Kassoma.
Cada selecção falhou um ataque, passado um minuto. A
seguir, as campeãs africanas empurram as congolesas as cordas. Passados sete
minutos, 21-9, a central Chelcia Gabriel parecia "eléctrica". A
jogadora formada no 1º de Agosto foi letal a defender e atacar.
Ante a defesa consistente das angolanas, o golo do
Congo surgiu após dez minutos. Além de pecarem na finalização, as congolesas
defendiam mal.
Na baliza, Aminata Kanka rendeu Marta Alberto e esteve
à altura das exigências. A faltar um quarto de hora, para o apito final,
Vivaldo Eduardo colocou em campo a segunda equipa, ou seja, as atletas que não
foram utilizadas na ronda inaugural.
Com um desempenho espectacular, as Pérolas jogaram ao
bel-prazer, sem nunca deixarem as congolesas "sonhar” com equilíbrio. As
unidades mais produtivas, cada com quatro golos, foram Natália Bernardo,
Stélvia Pascoal, Aznaide Carlos e Natália Kamalandua. Marília Quizelete, com
menos um golo, foi eleita Jogadora Mais Valiosa do encontro (MVP).
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