República Checa convida Presidente João Lourenço

 O Chefe de Estado angolano, João
Lourenço, foi formalmente convidado pelo Presidente da República Checa a
visitar aquele país europeu. Foi portador do convite o ministro checo dos
Negócios Estrangeiros, Jan Lipavsky, que manteve, ontem, um encontro com o homólogo
Téte António, em Luanda.



Lipavsky aproveitou a audiência com o chefe da
diplomacia angolana para reafirmar a necessidade do fortalecimento das relações
entre os dois Estados. Para o governante europeu, a República Checa sempre
apoiou os esforços do povo angolano e pretende intensificar a cooperação em
outros sectores.



"Estamos prontos a colaborar com Angola na
diversificação económica, nos ramos da Energia, Protecção Industrial, Gás
Natural, Agricultura e outros”, realçou, informando que está em Luanda com uma
equipa de empresários para o estudo do mercado.



Jan Lipavsky lamentou o conflito entre a Rússia e a
Ucrânia, pelo facto de se ver obrigado a acolher cerca de um milhão de
refugiados ucranianos, deixando consequências no que diz respeito à moeda e ao
sector energético.



Agradeceu a posição de Angola na guerra e encorajou os
esforços para a pacificação dos conflitos na RDC e Moçambique. "A
República Checa e a União Europeia apoiam as iniciativas de Angola no sentido
de desenvolver o país”, finalizou.



O ministro Téte António sublinhou que os dois países
devem trabalhar para que a cooperação bilateral seja frutífera nas vertentes
político-diplomática e económica, tendo em conta os objectivos que se pretendem
atingir, baseados na promoção, alargamento e incremento do diálogo político ao
mais alto nível, a fim de beneficiar ambas as nações.



Explicou que o Governo de Angola tem levado a cabo
várias reformas estruturais para a melhoria do ambiente de negócios, tendentes
a incentivar a atracção e captação de investimento estrangeiro directo, com
benefícios fiscais especiais nas principais regiões do país, no quadro da
diversificação da economia.



Quanto à questão russo-ucraniana, o governante disse
ao homólogo checo que as consequências do conflito afectam toda a África.
"A solução não consiste necessariamente em importar alimentos, mas, sim,
aproveitar o potencial do continente que comporta 60 por cento de terras
aráveis do mundo e participar no esforço da segurança alimentar do mundo”,
realçou.



Téte António convidou os empresários checos a participarem
nos esforços de Angola para a implementação dos três planos direccionados aos
cereais, pesca e pecuária.

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