Prostituição toma conta de Cacuaco

 A prostituição em cacuaco tomou conta neste município por causa da pobreza, os locais que são mais frequentados é os postos de abastecimento de combustível da Sonangol, bancos milénio, Bic praça do artesanato, Amotrang, são os locais onde ficam  as trabalhadora do sexo a partir
das 19 horas.

 Por: Inácio Cândido


De recordar que o cenário é visíveis as mulheres, aparentemente entre os 18 e 40 anos, trajadas de calções curtos, colãs ou outras roupas extravagantes, para aliciarem os homens que ai  passam.

Maria Manuel a trabalhadora do sexo, disse que a primeira vista, tem que aparecerem parece serem umas jovens que já convivem com essa pessoa, que já conheço e a frequentar no espaço em causa, mas, na verdade, trata-se de “trabalhadoras do sexo”, cuja actividade é feita sem o mínimo de pudor. Quando para uma viatura defronte,  delas, geralmente em grupos de quatro ou cinco aparecem a exteriorizar simpatia e, mais tarde, o negócio termina em relações sexuais.

Joana Bernardo, disse que é preciso ser meiga para conquistar a sensibilidade do cliente que deve ser à necessidade de atrair os numerosos pessoas oriundos de diversos pontos de Luanda, para virem visitar o município de cacuaco  que escolhem o local para divertir com os seus cambas.
“Também aparecem homens de todos os estratos sociais residentes em luanda, cacuaco e outros pontos da cidade capital,  mas os preferidos são os operários chineses que escalam, o local alegadamente por fazerem sexo rápido e pagarem ligeiramente mais do que qualquer outro cliente local”, disse.

Maria Pedro, 27 anos, disse que a intimidade com os clientes
 é tanta ao ponto de combinarem o acto sexual através das redes sociais Facebook, como uma espécie de reserva, evitando que procure por outras mulheres.
Por falta de condição Elisa António, de 40 anos, mãe de quatro filhos, separada do marido, há 15 anos, disse que já a prostituir-se há oito anos. Sem emprego, parou de estudar na 6ª classe e viu na prostituição a solução para suprir algumas despesas pessoais diárias e do seu agregado familiar. Persuadida por amigas, Antónia Alberto, 28 anos, mãe de dois filhos, disse que enveredou pela “profissão mais antiga do mundo” porque ganha-se dinheiro rápido, que serve para o auto- sustento e para cuidar de outros vícios.

O acto sexual pratica-se maioritariamente no interior de camiões estacionados, nalguma vezes em outros locais. Não têm conseguido nada e, provavelmente, o maior ponto de concentração de jovens “trabalhadoras do sexo”, depois da área do Amotrang, Milemio, Bic, Bombas da Somangol. Se antigamente era uma prática feita às escondidas, hoje a prostituição em cacuaco é um acto assumido abertamente pelas mulheres que aderiram a esse mundo. Esta prática estende-se pelos municípios de Cazenga, Viana, porque algumas Imigram em cacuaco onde encontram mais facilidade de atrair homens.

Algumas profissionais do sexo” estacionadas são provenientes dos municípios de viana cazenga,. Quando a procura se justifica, umas arrendam casas nos bairros periféricos e fixam-se para trabalhar, a exemplo de Catarina  João, acrescentou que  que deixou as três filhas no cuidado de familiares.

As mais de 50 prostitutas ouvidas pelo portal de notícias verdadeseverdades
revelam terem consciência dos riscos de saúde que correm, mas reafirmaram que a luta pela sobrevivência fala mais alto, acabando por inibir o medo de contrair qualquer doença sexualmente transmissível. “Exigimos o uso de preservativo para evitar doenças”, disse Catarina João.

Apesar da proliferação de doenças sexualmente transmissíveis, Joana baptista disse que a pobreza extrema em que vive obriga a que, em certos momentos, faça sexo sem preservativo, sobretudo quando até às 23 horas não colheu nenhum tostão para levar para casa.
“Quando se faz tarde e ainda não facturamos aceitamos sem preservativo, desde que nos paguem pelo menos 2500 kwanzas, por uma sessão sexual. Há vezes que aceitamos até mil kwanzas. “Tudo depende das circunstâncias”, revelou a jovem, disse Joana Baptista. Custos do acto sexual.

Por cada acto sexual, cobra a quantia de 4000 kwanzas. Se o cliente tiverem outras necessidades como, por exemplo, sexo oral, anal, beijos e carinhos o valor sobe para 4.000 kwanzas. Noutras situações, as moças são arregimentadas pelos clientes da rua para um local de convívio, sendo o local do mercado municipal é um dos sítios mais preferidos. Ali o parceiro paga a bebida, com churrasco de frango ou cabrite. Divertem-se e no final acabam por dormir juntos num local a critério do homem.
essa modalidade de pegar uma jovem num determinado ponto de concentração, levar a um convívio e mais tarde passar a noite num hotel ou pensão é conhecida, rematou. A nossa equipa de reportagem constatou in loco que em alguns locais onde passamos encontramos a presença da policia, a fazerem a guarnição, nestes locais porque no fim da contenda as mesmas mulheres do sexo, vão pagar um valor para os agentes da ordem e defesa do município de cacuaco.      

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