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Projecto “Eu me formei na Minha Banda” Tira vários adolescentes e jovens do mundo da criminalidade oferecendo cursos gratuitos nas áreas de frio e climatização, mecânica e soldadura Industrial

O referido projecto é do centro de formação técnico profissional FPCI  localizado no bairro petrangol, município do Hoji ya Henda, província de Luanda,  que ofereceu esta semana cursos gratuitos a um grupo composto de 30 jovens que na sua maioria dedicava -se em acções criminosas

Fonte: portal VV 

Os jovens que contaram as suas emoções neste portal dizem que doravante o caminho é para formação e que fica para trás todos os comportamentos negativos. Valentim Sebastião Martins, um dos beneficiários considerou uma grande oportunidade o projecto e confessa que levará adiante o compromisso a fim de desenvolver habilidades em cursos técnicos.

O jovem disse que o seu maior sonho é se tornar um técnico profissional para orgulhar a família. “Eu já fui delinquente, mas agora as minhas atenções estão viradas para uma vida nova, preciso de fazer essa formação, eu escolhi o curso de frio e climatização e desencorajo os meus amigos a deixarem de roubar” salientou.

Outro Formando que responde pelo nome de Fernando João que optou igualmente o curso de Frio e Climatização mostrou -se satisfeito pelo projecto lançado pelo centro FPCI tendo considerado como magnífico. “Eu agradeço a Deus, pois não é fácil qualquer pessoa vir ao nosso encontro para nos oferecer este tipo de curso”.

O nosso entrevistado aproveitou a ocasião para desencorajar os seus amigos que continuam no mundo da delinquência, apelando -os a apostarem na formação e ouvirem os pais ou aceitarem Deus na vida para que mudem de comportamentos.

“Os meus Pais sempre sentaram comigo, até porque sou o único rapaz em casa, então tinha mesmo de tomar uma decisão embora não foi fácil, mas estou aqui e sinto - me bastante feliz”. Enfatizou o Formando. Miranda Vieira também faz parte deste grupo e aceitou imediatamente o desafio para mais adiante dizer que a família pode esperar muito dele.

“Deixem de usar drogas, o salário de tudo isso é a morte, somos jovens e ainda temos oportunidade para mudar as nossas páginas, isto não tem lucro, não compensa, eu trazia muitos problemas em casa, a minha mãe chorava muito e inclusive não lhe prestava atenção mas ao mesmo tempo a minha mãe metia-me muitas vezes sentado, então decidi primeiramente mudar por mim e pela minha mãe que me incentivou para abraçar esta oportunidade.” Disse Miranda.

Judith André Nelson por sinal única menina no grupo agradeceu o gesto. A mesma que protagonizava confusões no bairro disse que quer contar com o apoio de todos.

“Eu quero pedir às minhas amigas para também se juntarem neste projecto, o álcool e as drogas não ajudam em nada e eu prometo abraçar essa oportunidade que me foi dada, estou admirada, mesmo sem dinheiro, vou frequentar este curso e quero agradecer ao responsável do projecto” realçou a menina que se mostrou motivante.

PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO LOUVAM A INICIATIVA 

Galiana Gonçalves Domingos na condição de mãe de um dos formandos parabenizou primeiramente o centro pelo projecto lançado na comunidade, tendo aconselhado na ocasião para que os meninos mantenham a força e determinação de seguir em frente. “Nós enquanto pais estaremos sempre disponíveis para dar o nosso contributo em prol da nossa comunidade e mostrar o caminho certo aos nossos filhos”.

Questionada sobre as práticas de delinquência protagonizadas pelos rapazes do bairro Petrangol, Dona Galiana Gonçalves Domingos mostrou -se esperançosa e acredita por dias melhores. Para ela, o projecto vai ajudar significativamente o desenvolvimento do bairro.

Já o encarregado Bartolomeu João parabenizou igualmente a iniciativa e diz que doravante os adolescentes e os jovens vão agora ter nova mentalidade e prometeu dar o seu contributo.

“Que entreguemos tudo nas mãos de Deus e fico feliz pelo facto de ver o meu irmão aqui e que ele se afaste definitivamente do mundo de roubo” clamou o entrevistado.

Por sua vez Luzia Mariano Domingos entende que o curso vai agora mostrar novos caminhos ao seu sobrinho almejando que o seu educando encontre rapidamente um emprego tão logo termine a formação.

“O meu sobrinho já ficou várias vezes detido e também já provocou muitas confusões nos bairros e muitas vezes nós acabamos de pagar, isto não é bom, reprovou a interlocutora para posteriormente dizer que com o lançamento do projecto adivinham -se dias melhores para o meu sobrinho que era tão apegado as drogas” Deus conduziu o Tio Pele nas nossas vidas, por isso que hoje esse grupo de meninos estão aqui abraçando este programa, é de facto um alívio já que o meu menino criava muita dor de cabeça” reconheceu.

Jorge Manuel Gomes que também testemunhou o momento reconheceu que o programa formativo surgiu na hora certa, pois adianta o nosso entrevistado que o custo financeiro deste curso não serve aos bolsos de todos.

“Ganhando essa oportunidade é uma grande poupança, até porque já pensava ocupar os tempos livres do meu sobrinho para se distanciar das acções criminosas mas quis o destino que o responsável do centro ou seja Cota Pele nos oferecer uma bolsa para o curso de soldadura industrial”.

“O meu sobrinho já estava a nos criar muitos problemas por causa das suas acções mas a igreja e outras instituições têm servido de ajuda para o nosso bairro a exemplo do centro FPCI” citou o encarregado de educação.

DIRECÇÃO GERAL DO CENTRO FPCI

O Director Geral do centro FPCI, Fortunato Pinto da Costa, mostrou - se inicialmente motivado com o lançamento do projecto e reafirmou o seu compromisso com a comunidade privilegiando o rigor, confiança e o bem servir, que a posterior estendeu o mesmo compromisso aos pais e encarregados de educação.

O Dirigente referiu que o projecto nesta primeira fase conta apenas com trinta (30) jovens que foram beneficiados dentre os quais jovens que faziam parte do grupo de gangues e também aqueles que não têm condições financeiras.

“A nossa intenção era na primeira fase começarmos com cem jovens (100) mas como ainda não temos patrocinadores, tínhamos de começar mesmo assim ou seja com as nossas condições, pretendemos anualmente formar mil jovens (1000) ajudando aqueles que não têm alguma possibilidade financeira e principalmente para os jovens mergulhados no mundo do crime quer no bairro Petrangol quer noutras zonas de Luanda” desafiou Fortunato Pinto da Costa.

“Eu visitei as diferentes placas onde ficam concentrados os jovens que passam simplesmente o dia inteiro no bairro provocando distúrbios. Conversei com eles, embora alguns manifestaram algum receio inicialmente, apresentei o projecto e eles abraçaram.

Para dar maior confiança dirigi -me em casa destes a fim de manter um diálogo com a mãe dos mesmos que por conseguinte elogiaram o projecto e nos deram forças” contou. 

O nosso entrevistado concentrou as suas abordagens no programa do combate a fome e pobreza, pois segundo o responsável é uma grande oportunidade os bolseiros criarem seus próprios empregos combatendo assim este programa levado a cabo pelo executivo angolano.

APELO AOS EMPRESÁRIOS E INSTITUIÇÕES

“Este é um projecto de Angola e queremos congregar os jovens sem oportunidade, estamos abertos para receber todos que queiram caminhar connosco para bons resultados. Solicitamos os benfeitores para se juntarem a nós em prol da comunidade. Já mostramos que somos capazes, precisamos de apoio institucional para que o projecto continue a ter alicerces e dar respostas sólidas”.

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