O Banco Keve esclareceu esta sexta-feira, 5, que já havia implementado reformas internas e cumprido todas as exigências internacionais de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo (AML/CFT), antes de o Banco Nacional de Angola (BNA) lhe aplicar uma multa por alegadas deficiências registadas entre 2021 e 2022.
Num comunicado enviado ao Club-K, a instituição afirma que, no âmbito da
sua “Política de Transparência” e do compromisso com as melhores práticas
internacionais, foram desencadeadas reformas estruturais ainda antes da
inspecção que originou a decisão do regulador.
De acordo com o banco, a actual liderança, empossada em 2022, procedeu a
uma “profunda reforma” na função de compliance, com base numa avaliação interna
que identificou a necessidade de alinhamento com os padrões internacionais
estabelecidos pelo Grupo de Acção Financeira (GAFI/FATF).
Entre as medidas destacadas constam a substituição do compliance officer
por um profissional sénior com experiência em banca internacional, a introdução
de plataformas tecnológicas avançadas para monitorização de transacções em
tempo real, bem como a revisão e reforço integral das políticas e procedimentos
internos de AML/CFT.
O banco sublinha ainda que foram proibidas operações consideradas de risco
elevado ou não conformes, em linha com a metodologia baseada no risco definida
pelo GAFI, e que se procedeu à reformulação completa dos processos de
onboarding e due diligence de clientes.
O plano incluiu também programas contínuos de formação para colaboradores,
com foco em AML, CFT, triagem de sanções e controlos internos, além da
institucionalização do reporte sistemático de operações suspeitas à Unidade de
Informação Financeira (UIF).
Segundo o comunicado, todas estas medidas foram adoptadas “de forma
voluntária e preventiva, antes de qualquer decisão do BNA”, reflectindo o
compromisso da administração executiva com a conformidade regulatória, a ética
e os padrões internacionais em matéria de branqueamento de capitais e
financiamento ao terrorismo.
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