O Governo Provincial de Benguela abriu uma investigação sobre a produção de sal em larga escala por uma empresa chinesa na região da Baía Farta, alegadamente liderada por uma empresária identificada apenas como Sara. A salina ocupa uma área estimada em 2 mil hectares, entre o Farol e a zona do Saco, e utiliza um método não convencional baseado em lonas plásticas.
As autoridades avaliam atualmente os potenciais riscos do sal produzido por
este processo, face a denúncias de que o produto poderá ser impróprio para o
consumo humano e representar riscos à saúde pública. A instalação da unidade de
produção terá ocorrido com celeridade incomum, o que levanta suspeitas de
facilitação por parte de entidades locais.
Fontes locais apontam o administrador da Baía Farta, Calopa Mário, e outros
quadros do governo provincial como potenciais cúmplices na autorização do
projeto, sem o devido escrutínio ambiental e sanitário.
Perante a gravidade das denúncias, o governador provincial de Benguela,
Manuel Nunes Júnior, criou uma comissão de inquérito encarregue de apurar os
factos e propor medidas corretivas.
Até ao momento, não houve pronunciamento oficial por parte da empresa
responsável pela salina, nem da administração da Baía Farta.
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