O Movimento de União Nacional (MUN) anunciou, com grande entusiasmo, que o Tribunal Constitucional de Angola (TC) assinou recentemente o deferimento da sua comissão instaladora, marcando uma importante vitória no processo de legalização do partido. Esta é a segunda vez que o MUN se prepara para recolher assinaturas, com a convicção de que será a última, dado o avanço significativo alcançado.
O líder do MUN, Karl Manuel Sarney Mponda, destacou que a equipa tem agora pouco tempo para trabalhar, mas traz consigo uma valiosa experiência adquirida ao longo dos anos. "Temos uma velha e amarga experiência do passado, mas queremos fazer diferente, pois conhecemos o processo", afirmou, sublinhando a determinação do movimento em fazer as coisas de maneira nova e eficaz.
Dirigindo-se especialmente àqueles que duvidaram da continuidade do movimento, Mponda afirmou que as críticas recebidas foram essenciais para a motivação da equipa. "Para aqueles que nos deram força de forma negativa, dizendo que o MUN acabou ou que jamais seria aceite, quero dizer que essas palavras nos deram as energias necessárias para dar este passo importante", disse, com confiança no futuro do partido.
Mponda aproveitou a ocasião para agradecer a todos os que estiveram envolvidos no processo e pediu desculpas pelo seu comportamento em momentos de grande tensão, reconhecendo que, por vezes, se deixa levar pela emoção. "Às vezes, penso que somos infalíveis", confessou, referindo-se ao esforço intenso da equipa para alcançar o sucesso.
O líder do MUN também pediu ao povo angolano que olhasse para o movimento como um projeto de estado, e não como mais um partido político tradicional. "Não olhem para nós como mais um ganha-pão dos políticos, nem como uma creche de família onde o irmão é presidente, o primo é vice, e a tia e os irmãos fazem parte da elite. O MUN é um projeto que não tem tribos, etnias, raças, famílias ou amiguinhos. A nossa única ambição é o reerguer da nossa Pátria", enfatizou, com um apelo à unidade nacional.
Mponda pediu também a adesão da população, convidando todos a fazerem parte
deste movimento. A sede do MUN será aberta no Mar São Paulo, e o líder do
movimento apelou a todos os cidadãos para que se juntem ao partido e colaborem
na construção de um futuro melhor para Angola. "Depois do fracasso de
todos os outros, somos os únicos que não participamos em nenhum processo de
destruição do país", disse, com a promessa de que o MUN será um partido
que traz soluções concretas para os desafios de Angola.
Por fim, Mponda reiterou que o MUN não se posiciona como parte da oposição
nem do regime, mas sim como uma alternativa de mudança. "Não queremos nos
limitar a criticar, mas sim trazer a solução", concluiu.
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