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Os zairenses residentes em angola deveriam ir socorrer o seu país - Maria Luísa Abrantes

 A força de um povo é testada quando o país está em perigo. Quem lutou para colocar o MPLA no poder em 1975?  - Foi o povo. (O mesmo que votou para que o MPLA perdesse as eleições em Luanda e, de acordo com os dados da UNITA no país). Não foram a meia dúzia de guerrilheiros divididos. Os voluntários que se alistaram nas FAPLA em 1974, à exceção dos que saíram das Forças Armadas portuguesas, foram um fiasco. Direcionavam os "monakaxitos" para um lado, mas o tiro saía noutro, por falta de quem soubesse de cálculo.

Foi mais fácil ser Comissário Político de analfabetos. Hoje são todos Generais, fossem Chefes ou subordinados. Que o diga o Bento Kangamba, entre outros. Só temos de agradecer aos militares cubanos.

Os israelitas, quer queiramos ou não, independentemente do que fazem aos palestinos, sempre que o país está em perigo, estejam em que país estiverem, tenham a idade e os cargos que tiverem, largam tudo e entram no país para o defender com armas na mão. Em Angola já lutamos com catanas, paus, pedras e as crianças lutavam fazendo e atirando bombas "molotov" (não sei se é assim que se escreve). De que é que os zairenses estão à espera? Que os cidadãos dos países vizinhos vão morrer por eles?

A verdade é que os zairenses que se dizem angolanos são espertos, mas são relaxados e medrosos. Fugiram das FAPLA durante o período de guerra e da tropa obrigatória, que era até para mulheres. Só conheci 3 (três) angolanos nascidos na RDC que foram FAPLA, nomeadamente, o então Comandante Mawete João Batista, o Alegria (depois foi para o Ministério do Interior) e o Atandele (da Força Aérea, no tempo do Comandante Dimbondwa). Tenho conhecimento de que o cantor Sam Mangwana tinha-se inscrito nas FAPLA, mas pouco tempo depois abandonou. Esses são os verdadeiros angolanos.

Os zairenses, como são "debrouillard" (engenhosos/furões), começaram por oferecer-se à Segurança de Estado, para trabalhar como "bufos" desfardados, no seio de zairenses e dos membros da FNLA, passando, de repente, a oficiais superiores com farda. Até o ex-Chefe de Estado temia a segurança do MPLA, que em vão desmantelou no papel, que já vinha dos tempos do maquiavélico e intrigante Comandante Toka. Os zairenses bufos apoiaram-se nos ex-Comandantes da FNLA Ludy Kissassunda e Margoso, entre outros da comunidade, cujo chefe era o sindicalista Pascale Luvualu. Outros, que também nunca foram para a tropa, mas para os cargos estão na dianteira, são os são-tomenses. Quem lutou ao nosso lado foram os cabo-verdianos residentes. Esses nunca fugiram de ninguém e muito menos do trabalho.

Sinceramente, é muito difícil de entender como é que um país com cerca de 105 milhões de habitantes se deixa invadir a céu aberto e ocupar 3 cidades importantes, nomeadamente: a cidade de Goma, na província do Norte Kivu, no passado dia 27/1; a cidade mineira de Nyabibwe na província do Kivu do Sul, no dia 5/2; e Bukavu, no dia 14/2. É muito estranho, quando o Ruanda tem apenas uma população de cerca de 15 milhões de habitantes. Isto é, o Ruanda só tem cerca de 7,66% da população da RDC.

Angola tinha 10 milhões de habitantes, dos quais cerca de 400 mil abandonaram o país (na altura da independência, por causa da luta entre os angolanos). Hoje, Angola tem cerca de 40 milhões de habitantes, sendo considerado um dos países africanos com o maior índice de crescimento populacional anual.

Quer dizer, que Angola só tinha cerca de 9,6 milhões de habitantes quando os zairenses começaram a invadir-nos. Atrás deles, vieram as suas carraças, que são os comerciantes fubeiros libaneses, e atrás destes, com o beneplácito do Maître Bay, que só fez intrigas (a quem o Governo deixou construir mesquita, deu bolsas de estudos e arranjou emprego para os filhos), vieram os malianos iletrados (mas sabem fazer contas). Os malianos já comandam o sistema financeiro angolano, com o apoio dos libaneses e dos eritreus atrasados (por estratégia religiosa), que encontraram o apoio de dirigentes do regime, também saídos da miséria, pelos quais estão a estranhar.

Em resumo, os zairenses só nos trouxeram péssimos hábitos e, por arrasto, vieram os outros escroques da sociedade, que se colaram aos parasitas que aqui encontraram. É só ir ao Google e ver o PIB do Líbano, do Mali e da Eritreia. Bem dizia o meu pai e repito: "É dar pérolas a porcos". Com a idade a passar, é muito frustrante ver isso. Por melhor comida que coma, por melhor roupa que vista, porque graças a Deus faço consultoria a nível internacional, não posso sentir-me bem.

Como poderei estar em paz, se me deparo diariamente com os verdadeiros angolanos a comer nos contentores, os aldeãos e crianças rotas, sujas e famintas, bons quadros jovens e mais velhos desempregados ou sub-empregados? Enquanto isso, esses estrangeiros (hoje muitos são angolanos), ligados a pessoas do regime no poder, que vieram com uma mão à frente e outra atrás, estão na maior, servindo de mulas e de testas de ferro, e estão milionários e bilionários. Em troca dos diamantes, ouro e mercúrio que levam, só deixam lixo que não limpam, não queimam, nem enterram; vendem-no no meio da linha férrea, matam os macaquinhos, que exibem na berma da estrada, e traficam órgãos humanos.

O meu falecido irmão Antônio Manuel Abrantes Júnior ficou anos suspenso da Polícia Económica porque denunciou os libaneses no processo dos "trilhões", como foi conhecido. Os protetores dos libaneses, ligados ao Comando Provincial da Polícia de Luanda e ao Ministério do Interior, fizeram-lhe a vida amarga até falecer. Quem não sabe que saem divisas dos bancos, para os malianos venderem e que também saem em contentores com os libaneses e não só?

A maioria dos zairenses residentes em Angola, que nos invadem diariamente, já tem documentação com a nacionalidade angolana e devem ser provavelmente mais do que os cidadãos angolanos. Isso porque possuem documentação verdadeira, emitida com dados fraudulentos, documentos falsificados, testemunhos de sobas corruptos devido à miséria, mas são válidos legalmente porque têm apostos os selos brancos oficiais.

Esses documentos são emitidos por gente corrupta, que sai mesmo dos Serviços de Identificação e dos Serviços de Emigração, para fazer os documentos em qualquer muceque ou sanzala (basta pagar), e o Ministro da Justiça pouco faz. Quando é abordado pela imprensa, os seus discursos improvisados saem sempre mal. Não se pode confundir boas notas da Faculdade com maior ou menor inteligência, porque há alunos "marrões". O importante é a experiência de trabalho e de vida, que não deveria começar pelo topo.

Nos SME, no tempo de JES, foi feita uma "limpeza", com muitos presos, tal como na AGT. No atual Executivo, o Chefe da Segurança Interna foi buscar novamente a Sra. conhecida por Quina, que esteve na cadeia bem presa, por ter defraudado comprovadamente o Estado, entre outros. O que esperaríamos com essa medida?

O pior é que, quando os supostos angolanos de origem zairense usam o passaporte angolano para emigrar, mas como têm muitos maus hábitos e costumes, só sujam o nosso nome. Já sujaram o nome dos angolanos em toda a Europa, no Brasil e na África do Sul.


Seria bom que o Ministro da Justiça conhecesse todos os Serviços de Identificação da província de Luanda, o seu funcionamento, a formação dos trabalhadores e as condições de trabalho. O ideal seria conhecer o funcionamento dos referidos Serviços nas 18 províncias do país.

Certa vez, um familiar meu, que foi refugiado na RDC, disse-me que os verdadeiros angolanos eram muito maltratados naquele país vizinho. Na ocasião, ele ia apresentar condolências a um membro do Executivo, nascido na RDC, que, como a maioria dos "angolanos" nascidos naquele país, dizia que os pais eram angolanos. Nesse dia, esse meu familiar fez-me a seguinte pergunta:
- Não achas estranho que a maioria dos "angolanos" nascidos na RDC, que são membros do Executivo, do Parlamento, ou membros do Conselho de Administração, vão quase sempre enterrar a família direta no Congo (RDC)?
Não deveria ser o contrário?
- Isso fez-me refletir.

Esse meu familiar também contou que os refugiados angolanos na RDC, lá, tinham de morar no subúrbio. Não tinham autorização para morar, nem estudar na cidade. Disse ainda que os zairenses insultavam os angolanos, dizendo que "vieram da terra deles com o cadeado na boca".

Chegados a Angola, os zairenses, enquanto a maioria dos angolanos com educação (herdada dos portugueses, com quem se misturaram nos bancos da escola), aguardavam que o Estado distribuísse as casas, invadiram e ocuparam os prédios da Mutamba, do Prenda, da Avenida dos Combatentes, da Avenida Brasil, as casas da Vila Alice e da parte inicial do Alvalade, a partir da rua Cabral Moncada, da Terra Nova e do Bairro da Cuca. Digo isso porque o meu pai pediu reforma antecipada do cargo de Diretor da Habilitação (passou de cavalo para burro), porque não aguentou ver tanta "bandalha", sob os auspícios de um Secretário de Estado analfabeto (a alfabetização termina com a 5.ª classe), como o Sr. Diandengue e seus colaboradores de rua.

É chegada a hora dos zairenses (congoleses da RDC) se levantarem e irem lutar para defender o vosso país, estejam onde estiverem, e Angola está perto. São cerca de 50 minutos de Luanda a Kinshasa de avião. Deixem de ser furões, aproveitadores e assassinos escondidos, matando porque acreditam na feitiçaria, ou visando a obtenção de órgãos humanos para venda.

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