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GPL quer reabilitar morgues de Luanda

 As morgues Central de Luanda e do Kilamba Kiaxi vão beneficiar de acções de reabilitação e apetrechamento, nos próximos dias, garantiu, ontem, o governador provincial, Luís Nunes.

No momento, adiantou, o Governo Provincial de Luanda vai trabalhar para conseguir os financiamentos necessários para a efectivação dos referidos projectos de melhoramento das morgues.

“Há uma necessidade de se trabalhar nesses projectos com urgência, para que os serviços sejam ágeis e possam acudir melhor a população que percorre longas distância”, explicou o governador durante uma visita de constatação de funcionamento de alguns destes serviços.

Para Luís Nunes, é urgente inverter o actual quadro registado em muitas morgues da capital do país, a maioria com um tempo de espera muito alta. O governador acredita que sejam constrangimentos que a população não precisa viver, em especial quem acabou de perder um ente-querido.

 Trabalho de campo

Durante a visita, o governador aproveitou, ainda, para constatar o actual funcionamento da Bacia da Subzona 18 e da Ana Carina, assim como o estado da morgue municipal, da rua do Caminho-de-Ferro e o Centro de Distribuição de Água do Kilamba Kiaxi.

A visita incluiu, também, uma passagem pelas ruas da Balatagem e Comandante Evady, o Buraco do Capolo, a zona do Km 9, a Passagem Hidráulica do Catinton, a Estação de Tratamento de Água e Comando Municipal da Polícia Nacional.

Auscultação

Em relação aos principais problemas da população, Luís Nunes apontou, de acordo com os dados colhidos, a falta de água, a degradação das vias e o acúmulo de lixo em muitas ruas da capital do páis. 

“Vamos trabalhar junto das administrações municipais, para saber quais os pontos prioritários a serem intervencionados, pois não conseguimos dar solução a todos os problemas de uma vez”, disse.

Preocupações

Mariana Mahendo, moradora do bairro do Catinton, há 20 anos, disse que a população está preocupada com alguns problemas sociais, em especial nesta época chuvosa. “Para quem vive próximo a passagem hidráulica, as chuvas têm sido um grande problema. Muitos já perderam a casa, os negócios e até mesmo filhos”, contou.

Para a travessia de um lado para o outro, explicou, os jovens colocaram madeiras, que servem de pontes provisórias. Os preços, adiantou, são estipulados dependendo da época e horário. 

“Quando chove, temos que pagar 200 kwanzas. Se a pessoa não tem, é obrigada a passar pela água. Por isso, apelamos às autoridades para intervir, não só neste sentido, mas, também, na colocação de uma esquadra de Polícia”, frisou.

Matias Alfredo, morador do bairro Capolo, há 17 anos, disse ter passado por muitas dificuldades para se locomover até a escola. “A via do Buraco do Capolo está mal. Poucos táxis usam o trajecto, devido ao mau estado da via. As dificuldades são imensas principalmente na época de chuva”, frisou.

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