Os proprietários da empresa “Mundo Grande”, localizada no município do Kilamba, desmente o Serviço de Investigação Criminal (SIC), de que os cidadãos chineses tentaram reconstruir o centro de mineração de criptomoedas, no viaduto do Kilamba, e acusam o SIC de abuso de poder e perseguição contra à empresa.
Em nota de repúdio enviada ao Club-K, os proprietários asseguram que o estaleiro que o SIC diz ter desmantelado, em condenação com a PGR, já estava desactivado desde a entrada em vigor da Lei de Mineração de Criptomoedas e Outros Activos, em Abril de 2024.
Segundo os proprietários, que se encontram na China, desde Agosto do ano passado, não corresponde à verdade que havia no estaleiro máquinas em funcionamento de criptomoedas.
“Não corresponde à verdade porque não havia as tais matérias em
funcionamento. O que encontraram foram máquinas em estado obsoleto que estavam
ali guardadas no contentor”, denunciam.
O porta-voz do SIC, Manuel Halaiwa, disse aos órgãos de comunicação social
que, mediante cumprimento de mandado de Revista, Buscas e Apreensão, foi
desmantelado, nesta segunda-feira, 20 de Janeiro, um centro de Mineração de
Criptomoedas em fase de conclusão, dissimulado no interior de oficina auto,
localizada no município do Kilamba, na via Expressa, junto ao viaduto do
Kilamba.
Entretanto, de acordo com os responsáveis da empresa “Mundo Grande”, o
Serviço de Investigação Criminal está a passar uma informação errada à imprensa
e à sociedade de que desmantelou um centro de mineração de criptomoedas em fase
de construção, dissimulada na oficina “Mundo Grande”.
“Não há ali nenhuma oficina nem contentores. Existe apenas um único
contentor com material que nem sequer estava cheio de material”, descrevem,
afirmando que o SIC inventou tal facto.
Porém, denunciam que o SIC fez apreensões arbitrárias que não se enquadram
nas buscas que fizeram.
“Se o SIC foi através de denúncia realizar a suposta operação sobre o crime
de de mineração de criptomoedas, porque levaram telefones, ouros, jóias e
dinheiro? Levaram mais de oito milhões kz e algumas viaturas do pessoal que ali
vive, por que razão?”, questionam.
Entretanto, um dos advogados da empresa, que preferiu anonimato, contou que
o SIC fez buscas de noite, sem mandato.
“Fizeram cárcere privado as pessoas que ali vivem por apenas serem cidadãos
chineses”, denunciam.
Segundo um dos advogados, o SIC não encontrou nenhuma máquina montada
dentro do estaleiro arrendado e acusa este órgão de investigação de abuso de
poder no exercício de funções.
Este causídico, acusa o chefe do departamento de crimes cibernéticos do
SIC, Osvaldo Godinho, e o procurador, Manuel Fragão, por praticaram actos
ilegal e abuso de poder.
“Essa operação visou somente manchar o nome do Mundo Grande”, realçam.
Em nota de imprensa, esta terça-feira, o SIC informa as redações que,
mediante cumprimento do mandado de revista, buscas e apreensão, desmantelou um
centro de mineração de criptomoedas em fase de construção, dissimulada na
oficina Mundo Grande, no Kilamba.
Segundo o SIC, o espaço já foi anteriormente desmantelado e estava a
reerguer-se, com novas infra-estruturas de mineração de grande dimensão, o que
os cidadãos chineses dizem não ser verdade.
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