Ticker

10/recent/ticker-posts

Greve geral: A terceira fase pode acontecer a 3 de Junho

 Os sindicatos angolanos preparam uma nova fase da greve na Função Pública que deve a 3 de Junho e deve durar mais tempo. Os sindicalistas dizem que as suas exigências não são ouvidas pelo Governo.

 A redacção

 As centrais sindicais reivindicam melhores salários e condições de trabalho. A segunda fase decorreu de 22 a 30 de abril e a terceira deverá durar ainda mais tempo - ao todo, 12 dias.

O secretário-geral do SINPROF, Admar Jinguma, disse que o Executivo não voltou a chamar as centrais sindicais para juntos encontrarem soluções que permitam um entendimento sobre os pontos constantes do caderno reivindicativo.

Ademar Jinguma assegura que, há sensivelmente dois meses que eles não têm contacto com o governo, e avança que o último encontro foi feito no dia 03 de Abril, antes da materialização da segunda fase da greve geral. O responsável sindical afirma que depois de ouvidas as propostas feitas nesta quinta-feira, serão feitas análises dos pontos e só assim serão feitas novas rondas de negociação.

Admar Jinguma reitera que, neste momento, os trabalhadores estão a ser mobilizados para a terceira fase da greve, prevista para ocorrer entre 03 e 14 de Junho, o que pode ser ou não despoletada dependendo do diálogo e desfecho favorável entre as centrais sindicais e o governo.

Governo acusado de ignorar reivindicações

O silêncio do Executivo sobre as reivindicações dos funcionários públicos é o que motiva a Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), a União Nacional dos Trabalhadores Angolanos - Confederação Sindical (UNTA-CS) e a Força Sindical - Central Sindical (FS-CS) a continuar o protesto.

João Marques, professor do ensino secundário, apoia esta luta. Lamenta que a situação socioeconómica das famílias angolanas piore dia após dia. Ainda este mês, o Banco Nacional de Angola reviu em alta a inflação para este ano, para os 23,4%.

As centrais sindicais apresentaram ao Presidente angolano, João Lourenço, em setembro passado, um caderno reivindicativo, a exigir o aumento do salário mínimo nacional, dos atuais 32.000 kwanzas (cerca de 35 euros) para 245.000 kwanzas (cerca de 268 euros).

A proposta foi, entretanto, "flexibilizada" para 100.000 kwanzas (cerca de 109 euros), com um reajuste do salário da Função Pública na ordem de 250%, além da redução em 10% do Imposto sobre o Rendimento do Trabalho (IRT).

Enviar um comentário

0 Comentários