Os Acordos de Bicesse, também conhecidos como Acordos do Estoril, foi um acordo sobre cessar-fogo, reconciliação nacional e transição para a democracia multipartidária, celebrado entre o governo de Angola e o então grupo guerrilheiro União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). O acordo estabelecia uma transição para a democracia multipartidária em Angola sob a supervisão da Segunda Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola (UNAVEM II).
Este acordo foi assinado na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, no Estoril, Portugal, por José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi em 1 de maio de 1991. Os acordos estipularam que seriam realizadas as primeiras eleições livres e democráticas em Angola, supervisionadas pelas Nações Unidas. Os acordos também definiram que as estruturas militares beligerantes da Guerra Civil, isto é, as Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), da UNITA, e as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), as forças militares do Estado angolano, seriam integradas nas novas Forças Armadas Angolanas, cabendo ao Estado português, através das suas próprias forças armadas, ministrar a formação necessária.
Estes acordos permitiram um armistÃcio temporário na Guerra Civil Angolana entre o Estado angolano governado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a UNITA.
Apesar dos esforços na assinatura deste acordo e do Protocolo de Lusaca, a UNITA acabou por quebrar o acordo unilateralmente ao rejeitar os resultados oficiais das eleições presidenciais de 1992 e partir para a fase seguinte da Guerra Civil Angolana, conflito que continuou até 2002.
Resumindo, "no dia 31 de Maio de 1991, foram assinados os acordos de Bicesse que visavam corrigir as violações do Acordo do Alvor, em 1975 pelo MPLA, que com a cumplicidade de Cuba e a União Soviética, instituiu um clima de tensão para a não realização das eleições em 1975 e unilateralmente proclamou a Independência em Luanda, no dia 11 de Novembro".
Lembrando ainda que "Nos acordos de Alvor foi determinado que o vencedor das eleições de 1975, proclamaria a independência de Angola"
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