O fraco desempenho do Programa de Combate a Corrupção e a impunidade tem favorecido os gestores e alguns agentes públicos a continuam assalto em erário público.
De acordo com fontes disseram que, é o caso do desvio de dois PTs, que seriam instalados nos bairros 11 de Novembro e Anjos, no Distrito Urbano de Cacuaco, há quase cinco anos e que deixaram mais de 300 famílias às escuras.
Entre 2018 e 2 020, o governo através da Empresa Nacional de Electricidade (ENDE), implementou um projecto de electrificação de alguns bairros do Distrito Urbano de Cacuaco, município com o mesmo nome com realce para os bairros 11 de Novembro e Anjos, em Luanda.
Mas a empresa chinesa executora do
projecto, Shinohidro, teria deixado algumas zonas cinzentas onde mais de 300
famílias ficaram sem energia eléctrica.
Os Postos de Transformação (PTs), um dos
quais com o número 224 que devia ter sido instalado entre o sector 4 do bairro
dos Anjos e 1 do bairro 11 de Novembro, foram supostamente desviado pelos
responsáveis da ENDE, com a conivência das comissões de moradores, e
responsaveis de energia e água do municipio de cacuaco.
O facto tem vindo a impulsionar as
populações a recorrerem aos trabalhadores do agebte autorizado da ENDE naquela
urbe de cacuaco, a efectuarem ligações e cobrança no valor de 80 mil kwanzas,
sendo que alguns moradores consideram tais actos ilegais, por falta de contrato
e os respectivos contadores.
A população agastada com as desculpas
das comissões de moradores e, da falta de energia, produziram um baixo assinado
dirigido a Administração Municipal, ao Governo Provincial de Luanda, a Direcção
Provincial da ENDE e, ao Comitê Provincial do MPLA, no sentido de pressionar e
verem a situação resolvida, mas até aqui “nem água vêm, nem água vai”.
A fonte revelou a nossa reportagem que
nos últimos meses alguns moradores, têm recorrido aos funcionários da empresa
Genifer, o agente autorizado naquela zona pela ENDE, para efectuar contratos
clandestinos ao preço de 80 mil kwanzas, enquanto aos que beneficiaram das
ligações em 2019 e 2020 não pagaram absolutamente nada.
“Quem tem dinheiro faz o contrato com
estes senhores, mas além, do valor, o cidadão deve adquirir os postes e cabos
de 16 milímetros, logo o custo aumenta”, denunciou.
Outra fonte, que até então fez parte da
extinta comissão de moradores, e que prefere falar na condição de anonimato por
temer represálias, lembra que a empresa alegava que a dona do espaço onde devia
ter sido montado o PT n.° 224 não terá aceite, justificação que segundo os
moradores não colhe, visto que um dos PTs existente ali nas imediações, foi
montado num terreno particular na pracinha do 11 e os chineses tiveram que
desembolsar cerca de 500 mil kwanzas.
Face a essa situação, com o agravante de
o PT, privado que abastecia a zona ter sido igualmente removido sem aviso
prévio, a falta de energia, o que tem facilitado os assaltos no bairro.
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