UNITA identifica falhas procedimentais dos Serviços de Inteligência

 O Governo-Sombra da
UNITA, maior partido na oposição, que se tem manifestado preocupado com as
fragilidades das fronteiras nacionais, face às ameaças globais, reuniu os
generais e especialistas em Segurança e Inteligência formados nas suas fileiras
ao tempo da guerrilha, para, em conferência nacional, debater questões ligadas
à Geopolítica e Segurança Nacional, bem como apresentar propostas ao Executivo
angolano sobre o melhor caminho a "palmilhar".



 A referida conferência, realizada recentemente, contou com vários painéis,
entre os quais a "Segurança Nacional e o Estado Democrático de
Direito", bem como "Potenciais Ameaças à Segurança Nacional no
Presente Contexto Geopolítico".

À margem do evento, em exclusivo ao Novo Jornal, os generais Abílio Kamalata
Numa, ex-chefe do Estado-Maior das FALA (antigo exército da UNITA) e
co-fundador das FAA, e Isidro Wambo, antigo chefe do então Serviço Militar da
UNITA, identificaram falhas técnicas e procedimentais nas actuações dos
Serviços de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) e no Serviço de
Inteligência e Segurança Militar (SISM), tendo apelado ao Executivo para que
considere a possibilidade de integrar no seio dessas instituições
especializadas técnicos formados pela UNITA no tempo da guerrilha.


Os altos quadros do "galo negro" justificaram a posição com a alegada
necessidade de se despartidarizar a inteligência, por um lado, e, por outro,
visando responder aos desafios que se impõem, face à suposta escassez de
técnicos.


Para além de especialistas da UNITA, para o general Wambo, por exemplo, é
imperioso que sejam também integrados quadros formados pela FNLA.

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