Comitiva do Presidente João Lourenço vaiada no Lobito com insultos

 É cada vez mais
visível o crescimento dos sinais de impopularidade em relação à figura do Presidente
João Lourenço pelo país, recentemente, produziu-se mais uma prova disso mesmo:
em plena luz do dia, a comitiva em que seguia o titular do Poder Executivo foi
abertamente vaiada a altos pulmões, quando chegava ao Lobito, para onde se
deslocou para testemunhar a transferência oficial da concessão dos serviços
ferroviários e da logística de suporte do Corredor do Lobito.



“Fora” e “vai embora”  e mesmo alguns impropérios indizíveis foram
algumas das palavras de ordem ouvidas num vídeo que viralizou nas redes
sociais, através do qual é possível ver sobretudo jovens a gesticularem em
sinal de desaprovação da presença do Presidente da República naquela
circunscrição do país.

Nas redes sociais,
alguns falam em ‘sinais do tempo’, ao passo que outros nem tanto: dizem que se
trata simplesmente de um indicador de que João Lourenço é hoje menos popular do
que foi até 2020, altura em que começaram a subir de tom as críticas contra o
seu governo.



No entanto, a imagem
hoje vivida no Lobito contrasta com o ‘ritualismo político’ habitual vivido em
ocasiões em que o chefe de governo se desloca às restantes províncias do país,
quando era recebido com grandes ovações e uma moldura humana agitando
bandeiras.



Habitualmente  aconteceu mais recentemente na província do
Uíge  são recrutados e intimidados
professores e outros quadros do funcionalismo público  entre médicos, enfermeiros e pessoal administrativo
, para engrossarem o coro de populares que recebe o Presidente da República
sempre à chegada à província.



Se Lobito foi hoje um
caso de excepção, que está a levantar várias interpretações sobre o impacto
político deste gesto, só o tempo poderá ajudar a aclarar as dúvidas e calar as
especulações suscitadas por este acontecimento, no mínimo, inusitado envolvendo
o chefe do governo angolano. A recente deslocação do presidente João Lourenço a
Benguela veio mostrar que o líder do MPLA e Chefe de Estado continua
comprometido com a melhoria da condição social dos angolanos.



Em Benguela, a agenda
do Estadista angolano inscreveu a inauguração de duas centrais fotovoltaicas
(energia solar) nas localidades do Biópio e da Baía Farta.

À chegada, notou-se um aparato humano invulgar para receber o Titular do Poder
Executivo. Como é sabido, Benguela, apesar de terra natal de João Lourenço, é
uma praça política difícil de agradar. Diferente do que aconteceu noutras
visitas, o Presidente da República foi aplaudido, num ambiente de euforia e
ordeiro.



A agenda oficial do
Presidente da República foi preenchida também pela constatação da transferência
dos serviços ferroviários e de logística de suporte do Corredor do Lobito para
o Consórcio que vai gerir, em regime de concessão, aquela estratégica via de
escoamento.



A João Lourenço
juntaram-se os Presidentes Hakainde Hichilema, da Zâmbia, e Félix Tshisekedi,
da República Democrática do Congo, convidados à cerimónia.



O termómetro que
avalia o impacto da presença do Presidente angolano em Benguela registou uma
subida de temperatura no afecto prestado ao Chefe de Estado. As iniciativas do
Executivo liderado por João Lourenço tem revelado compromisso com a melhoria da
vida das pessoas e, por isso, apesar de tímido, percebe-se um apreço ao
Presidente. Ao longo desta visita de João a Lourenço a Benguela foi notada, nos
bastidores, a presença do General Bento Kangamba. Apesar de nada ter sido
confirmado, há relatos que ligam o empresário aos bons resultados de
mobilização, organização e sucesso registados durante a vista do Presidente
João Lourenço a Benguela.



Nós círculos
políticos, os comentadores mais ávidos consideram Kangamba um animal voraz na
mobilização e organização. Apesar de apenas cogitações, a ser verdade, Kangamba
entra em cena e ainda em tempo de salvar a locomotiva liderada por João
Lourenço na manutenção das esperanças do povo.

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