Estudo do projecto saúde comunitária, revela que a fome mata
todos os dias quatro pessoas e durante um ano, morrem cerca de 1. 460
pessoas. A ONG Construindo Comunidade e
Acção Angola para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) e consideram
dramática a situação da fome em Angola.
Francisco Mapanzu
A fome em Angola continua dar que falar. Enquanto o
presidente João Lourenço considera a fome como sendo relativa. Já o presidente
da Acção para Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), Carlos Cambuta, diz ser
uma questão de sorte ter uma refeição em Angola.
Com actual modelo de governação centralizada, Carlos Cambuta
afirma ser dificil e não responde os objectivos preconizados pelos
angolanos. O líder considera
indismentível a situação da fome no país e não consegue perceber as razões que
estão na base do fracasso consecutivo das políticas públicas.
O presidente da ADRA conta que muitas famílias para ter uma
refeição ao dia, passou a ser como uma questão de sorte.
Já o padre Pio Wakussanga, responsável da ONG Construindo
Comunidade apela maior investimento das autoridades na agricultura familiar de
forma a evitar a drama da fome. O padre católico dá como exemplo que no norte e
leste as pessoas alimentam-se muito a base de mandioca, e no centro, o milho,
enquanto no sul, devido o clima é propocio para a criação de gado bovino e
caprino.
Pio Wakussanga apela um maior incentivo do Estado, de forma a
evitar fome nestas regiôes, causando a má alimentação e subnutrição das
pessoas. Entende que os grandes programas do Governo angolano, como Plano-Agrão não vai resolver os problemas
da população sem envolver as pessoas.
Estudo do projecto saúde comunitária, revela que a fome mata
todos os dias 4 pessoas e durante e um ano, morrem cerca de 1. 460 pessoas em
algumas provincias. A ONG Construindo
Comunidade e Acção Angola para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA)
consideram dramática a situação da fome em Angola.

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