Começou mais um Ano Lectivo. O vai e vem dos alunos, com as suas batas brancas, movimenta a cidade. As paragens de táxi enchem-se de gente. Com os autocarros públicos a funcionarem a meio gás, lá onde ainda circulam, os azuis e brancos são a alternativa. A nova tarifa vai ser sentida. E vai doer, porque não se pensou em compensações.
Na zona onde vivo, o Hoji-ya-Henda, não existe nenhuma linha de autocarros públicos ou privados para o São Paulo (Sambizanga) e muito menos para o Primeiro de Maio ou Aeroporto, para não falar da baixa da cidade.
Como cidadão e contribuinte, tenho o direito de pedir ao governo que faça alguma coisa para aliviar a situação dos transportes. Actualmente, a lei só permite a importação de viaturas com até seis anos de fabrico. Mas na Europa um carro com seis anos ainda é praticamente novo, cheira a novo. O problema é que, por serem seminovos, os preços são mais altos. Já os modelos fabricados a partir de 2002 são mais baratos e continuam em bom estado técnico, como se pode confirmar nos sites de venda de automóveis usados na Europa e no Dubai.
Com os preços praticados nesses mercados, bastava solicitar um BPC Salário para se comprar um Toyota Corolla ou um Hyundai i10 em excelentes condições. Se se fizer bem as contas, essa abertura representaria um ganho muito grande para a população e ninguém incomodaria ninguém.
Se o governo não baixa o IRT para metade, pelo menos que permita a entrada de carros usados. Enquanto os transportes públicos não forem devidamente resolvidos, esta seria a saída mais imediata e eficaz.
Por favor, Presidente João Lourenço, permita a entrada de carros usados
enquanto o governo não resolve a problemática dos transportes públicos. Quando
os transportes públicos estiverem a funcionar devidamente, volte a proibir.
Afinal de contas, o mais importante é resolver o problema do povo.
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