Vários pedidos de legalização de projectos políticos ‘repousam’ junto do Tribunal Constitucional aguardando por autorização para o início das recolhas das assinaturas para a consequente legalização.
Dentre os vários que se manifestaram nos últimos dias, Sapalo Antônio,
antigo militante do PRS, Helder Chiuto, fazedor de opinião e activista
político, João Sassando e Dinho Chingunji, dissidente da UNITA, já deram a cara
publicamente e garantem concorrer às próximas eleições, alguns dos quais, já em
fase de recolhas de assinaturas.
Entretanto, analistas ouvidos por este portal, acreditam que nos próximos dias, o número de projectos políticos no TC pode aumentar consideravelmente devido a uma alegada estratégia do MPLA de querer fazer um Parlamento “pipoca”.
Rui Silva, jurista, afirma que o MPLA teria interesse em criar mais
partidos para dispersar votos nas eleições de 2027.
Já Artur Veloso, analista político, defende que os actores têm legitimidade
para a criação de partidos políticos e que por isso, não devem ser arrolados em
outras interpretações por gozarem do pleno direito de perspectivarem mudança do
paradigma angolano por via de novas opções políticas.
Vale lembrar que o Tribunal Constitucional já legalizou, em menos de um
ano, 3 novos partidos políticos nomeadamente, Cidadania, PRA-JA Servir Angola e
o Partido Liberal.
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