A Clínica Sagrada Esperança, pertencente ao Grupo Endiama, emitiu neste sábado uma nota oficial esclarecendo as circunstâncias da morte do deputado Diamantino Mussokola, utente falecido nas suas instalações na madrugada de 13 de Junho. A instituição reagiu a alegações e especulações que têm circulado nas redes sociais.
Segundo a nota, o paciente foi admitido na sede da Clínica, na Ilha de Luanda, às 18h15 do dia 12 de Junho, transferido a partir da unidade de Porto Amboim após contacto prévio entre as equipas médicas de ambas as unidades. À chegada, foi imediatamente avaliado por uma especialista em Cirurgia Geral e encaminhado para a Sala de Observações, onde teve início o processo de estabilização clínica com apoio de uma equipa multidisciplinar.
Apesar da intervenção médica intensiva, que incluiu a activação da equipa de Medicina Intensiva, o paciente apresentava um quadro grave de *choque séptico com rápida deterioração dos sinais vitais*, tornando clinicamente inviável a realização de qualquer procedimento cirúrgico.
Cerca de duas horas após a entrada na unidade, o paciente sofreu uma peri-paragem cardiorrespiratória. Foi transferido para a Sala de Emergência, onde respondeu inicialmente às manobras de Suporte Avançado de Vida. Contudo, sofreu novos episódios de paragem e faleceu às 2h45 do dia 13 de Junho, já na Unidade de Cuidados Intensivos.
Conforme os protocolos legais aplicáveis a casos de causa clínica indeterminada, a Clínica notificou o Serviço de Investigação Criminal (SIC) e entregou o corpo às autoridades competentes para os devidos procedimentos legais e realização de autópsia.
No comunicado, a Direcção da Clínica expressa solidariedade à família
enlutada e reafirma o compromisso com a prestação de cuidados de saúde de
qualidade, com responsabilidade e respeito pela dignidade dos utentes:
“Continuaremos a apurar e esclarecer, com total transparência, qualquer
situação que envolva os nossos utentes.”
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