A divisão político-administrativa constitui inútil, pelo facto de que, não trará melhorias nenhumas nas vidas dos cidadãos;
Aliás, de um lado poderá atrapalhar, assim como está, noutros casos teremos Municípios que ontem foram bairros e aldeias que nem sequer serviços mínimos terão.
Na essência, se a intenção fosse garantir o cumprimento das tarefas do Estado elencados nos termos do artigo 21º da CRA, apoiaria . mas, a intenção foi politica, com objetivo de esvaziar os cofres dos Partidos Políticos com a implementação de mais secretariados provinciais e Municipais, até Comunais.
Eles criaram Municípios sem infraestrutura, onde chegou-se ao ponto do
Administrador dos Mulenvos cá em Luanda que, até ao momento assina documentos
no seu carro por falta de gabinete;
Isto é inútil.
O papel do Governo é servir e facilitar a vida dos cidadãos e não
atrapalhar;
Violou-se a história dos povos, foi uma decisão unilateral do MPLA sem o
beneplácito do povo;
Para um governo normal, deveria convocar as eleições autárquicas que é uma
matéria que está no ordenamento jurídico angolano desde 1991.
Não o fazendo o MPLA através da sua pobre desculpa de que era por falta de
condições, ao elevar essas aldeias a categoria de Município que nem uma
hospedaria têm, cai por terra tal pobre justificativa ;
Do outro lado, aumentou-se Municípios para acomodar os seus membros do MPLA,
sem olhar pelos riscos, onde chegou-se ao ponto do palácio do Administrador do
Tómbua ter sido assaltado isto demonstra desordem e falta de condições dos
serviços que eles alegam que estariam próximos dos cidadãos ;
Portanto, em nenhuma circunstância estarei apoiando esta desordem
administrativa e tão logo o MPLA sair do Poder aquela lei deve ser revogada e
voltar no número que anteriormente tivemos e convocar com urgência as eleições
autárquicas, para acabar com as assimetrias, completar o Estado de Direito e
Democrático.
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