O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, apelou, terça-feira, à população para que não destruam os hospitais no país.
O Presidente moçambicano lembrou que as infra-estruturas são
públicas e servem para o povo.
Filipe Nyusi falava durante a inauguração, na terça-feira, do
Hospital Distrital de Sussundenga, na província de Manica, inserido no programa
presidencial "Um Distrito, Um Hospital", informou a Lusa.
O país atravessa uma onda de protestos contra os resultados eleitorais marcada por episódios de vandalização de edifícios públicos.
Por outro lado, Filipe Nyusi pediu que as populações não
persigam os oficiais de saúde.
"Em Mogovolas, na província de Nampula, estão a
perseguir médicos, incluindo estrangeiros. Foram queimar centro hospitalares
porque acreditavam que os médicos estavam a trazer cólera (...) Não queremos
estas coisas. É melhor defendermos as nossas conquistas e uma delas são os
nossos enfermeiros e médicos", vincou.
Segundo dados avançados pelo executivo moçambicano,
divulgados, na segunda-feira, pelo menos 472 unidades sanitárias ficaram
destruídas na sequência de eventos climáticos desde 2019 e outras 32 ficaram
destruídas durante ataques terroristas que afectam, desde 2017, a província de
Cabo Delegado.
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