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Petrolífera estatal atinge mais de 27 mil barris/dia

A concepção da estratégia e definição da meta para atenuar o declínio da produção, os efeitos negativos colaterais do impacto da pandemia da Covid-19, o processo de restauração da injecção de água, reinício da produção no Bloco 3/05A e o aumento de 30 por cento da produção no Bloco 3/05 em 2023, equivalente a 6 000 barris de petróleo por dia configuram alguns dos principais marcos das acções levadas a cabo pela Sonangol E.P entre 2019 e 2024.

As estatísticas constam no relatório em posse da imprensa o qual informa que até Abril do ano prestes a terminar, a produção média da petrolífera nacional situava-se na ordem dos 26 mil barris por dia, o que representa 2,4 por cento da actual produção nacional total, fixada em mais de 1, 1 milhão de barris, numa altura que o programa de concessões de novos blocos implementado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) permitiu reverter a tendência de declínio que se observa devido à maturação dos campos e falta de novos investimentos até 2018.

O relatório informa que em 2024 a Sonangol procedeu intervenções a um total 29 poços, tendo suscitado paragem programada no intuito de conferir melhoria da eficiência operacional, o que resultou na média de produção referente ao mês de Novembro em cerca 27 mil barris por dia, ou seja 2,4 por cento e aumento da capacidade de injecção de água no Bloco 3/05 para 100 mil barris de água por dia (BWPD).

A meta da empresa gerida por Sebastião Martins para o exercício económico 2024, refere o documento, passa por alcançar uma produção média diária na ordem dos 31.948 barris (3,19 por cento), na perspectiva de que o volume em 2025 conheça um incremento considerável, em função da contribuição a ser dada pelos activos da segunda fase do projecto Caco-Gazela, Pacassa Sudoeste, primeira fase do projecto Punja, Búfalo Norte, UM6 e UM7.

Nesta conformidade, as projecções para 2026 permitem antever o alcance dos objectivos preconizados com o programa de Produção Incremental gizado pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (Mirempet), sob liderança do ministro Pedro Azevedo no sentido das petrolíferas que operam no país elevarem as respectivas quotas de produção com partilha de dividendos, tendo em conta o arranque da segunda fase do projecto Punja, sem perder de vista que em 2027 deverá iniciar a fase 2 do Búfalo Norte, facto que dará consistência ao perfil de produção sem considerar Blocos terrestres, recursos prospectivos e Blocos 20/11 e 21/09.

A Estratégia de Exploração e Produção da Sonangol, informa o relatório, assenta na consolidação da sua posição como operador de campos maduros, no desenvolvimento de conhecimento em onshore e no desenvolvimento de competências em Blocos complexos com o objectivo de impulsionar e intensificar a reposição de reservas, visando atenuar o declínio acentuado da produção de hidrocarbonetos, informa o relatório, dando conta que "as explorações feitas no bloco 5/06 identificaram um potencial em cerca de 1,5 biliões de barris STOOIP".

"Os investimentos em workovers e infill wells no Bloco 3/05 visam aumentar a produção. Ao nível dos Blocos Não Operados prevê-se um aumento da produção de 77.858.946 bbls até 2027, devido ao início de produção dos Blocos 15/06, 17/06 e 20/11", lê -se no documento.

Factores críticos

Dos principais factores críticos de sucesso das actividades prementes no portefólio da Sonangol, o destaque recai para o plano exploratório nos Blocos 5/06 e 27, alienação parcial do interesse participativo em determinados blocos operados, a totalidade de operações pela petrolífera nacional (100 por cento) nos blocos 5/06 e 27.

Foram ainda fundamentais o sancionamento dos projectos de desenvolvimento no II trimestre de 2024, a disponibilidade de recursos financeiros por parte dos membros dos grupos empreiteiros dos blocos operados, a cooperação nos blocos 20/11 e 21/09 com a TotalEnergies e no Bloco KON-4 com a RSK, garantia do fornecimento de gás natural às indústrias de fertilizantes e o fornecimento de 125 milhões de pés cúbicos de gás seco e húmido (mmscf/d).

Em 2023, a Sonangol concluiu o projecto Falcão e colocou em produção a unidade de processamento de gás na província do Zaire, para recepção, transporte e distribuição de gás natural proveniente da fábrica Angola LNG, cujos principais clientes são a Central do Ciclo Combinado do Soyo e a Fábrica de Fertilizantes AMUFERT.

Com um crescimento médio anual de 10 por cento, no período de 2024 a 2027, prevê-se uma variação das vendas de 501 mil toneladas métricas para 667 mil toneladas métricas, ao passo que as vendas de Gás Natural deverão evoluir de 23 MCFD para 68 MCFD e garantir a auto-suficiência de produtos.

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