O responsável da Comissão Instaladora (CI) do Partido Angolano de Jusnaturalismo e Democracia (PAJUD) foi empossado, recentemente, como coordenador-adjunto do Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), em cerimónia realizada numa das unidades hoteleiras de Luanda.
O acto foi orientado pelo presidente do PDP-ANA, Abreu Capitão, que em
declarações à imprensa, classificou que o evento marca “um momento
significativo para o mosaico político em Angola”.
Abreu Capitão fez saber que o seu partido desmembrou-se do Movimento de
Unidade Nacional (MUN), por não ter reunido os requisitos no quadro da
legalização pelo Tribunal Constitucional (TC), com vista à disputa nas Eleições
Gerais, que devem acontecer em Agosto de 2027.
“Verificamos nos nossos canais que até agora a solicitação feita pelo
PDP-ANA exige uma inscrição imediata no tribunal constitucional por ser um
partido legal, qualquer instituição que queira andar connosco tem de estar
tipificado e cumprir com as regras”, disse.
O presidente do PDP-ANA espera no entanto que o Movimento de Unidade
Nacional (MUN), reúna as condições exigidas por lei para alinhar-se ao PDP-ANA,
salientando que o MUN estaria a recolher assinaturas para o PPA, “numa altura
que nós tínhamos assinados um acordo que significa desistência total por parte
do referido projecto político”.
Para o coordenador adjunto do PDP-ANA, Mauro Mendes, fruto do processo que
tramita no Tribunal Constitucional (TC), sem um desfecho favorável, decidiu
juntar-se à força política liderada por Abreu Capitão, para de forma conjunta,
impulsionar a organização que se desmembrou da Coligação CASA-CE.
“Pensamos que teremos bons resultados com os objectivos que temos de
alcançar o poder em 2027 e todos os dias trabalhando no mesmo nível vamos
procurar galvanizar a juventude no sentido de demonstrá-los que estamos em
perfeitas condições de representar os interesses da maioria”, disse.
Mauro Mendes, que também assumiu o cargo de porta-voz do PDP-ANA, assinalou
que tem acompanhado as discussões das políticas públicas, de forma geral, e que
não tem havido e nem tem ido de encontro com os interesses dos jovens.
“A população precisa de instituições que possam representar diante do
Estado e nós estamos aqui para fazer”, sublinhou.
Afirmou que o Partido Angolano de Jusnaturalismo e Democracia (PAJUD),
alia-se agora ao PDP-ANA porque o (Bloco da Solução), deixou de existir e vamos
trabalhar com afinco. “Nós sabemos que quando se trata de aliança os interesses
devem convergir e quando não acontecem cada uma faz o seu caminho”,
sinalizou.
Críticas à governação do MPLA
Abreu Capitão manifestou o seu desalento com com a actual governação
suportada pelo MPLA, no poder há 49 anos ininterruptos, para quem “basta olhar
em vários pontos da cidade de Luanda, muitos angolanos a comerem nos
contentores de lixo, cenários que nunca foi a nossa cultura”.
“Por esta razão é que pedimos ao Presidente da República, que dê mais uma oportunidade
para aqueles angolanos que devastaram o erário com realce a empresária Isabel
dos Santos com forma de voltarem e estabilizar a nossa economia”, afirmou.
O responsável do PDP-ANA alertou ao Chefe de Estado, “que nos escute, não
queremos mais ouvir angolanos a morrerem de fome e também já acompanhamos de
perto alguns dirigentes nossos a dizerem que a fome é relativa, para nós, não
é”, referiu.
Adiantou que, nos próximos dias, poderá endereçar uma carta ao Titular do
Poder Executivo, João Lourenço, onde segundo Abreu Capitão, “vai expor várias
preocupações e agendar uma marcha para o dia 13 de Dezembro contra os problemas
sociais que afectam os angolanos”.

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