UNITA critica prĂ¡ticas abusivas da AGT

O Grupo Parlamentar da UNITA diz que acompanha com "enorme preocupaĂ§Ă£o" a crise instalada entre a AdministraĂ§Ă£o Geral TributĂ¡ria (AGT) na provĂ­ncia do Cunene e a AssociaĂ§Ă£o dos EmpresĂ¡rios desta provĂ­ncia, que nos Ăºltimos dias culminou com o despedimento de 77 trabalhadores.

A UNITA refere que, de acordo com os empresĂ¡rios locais, a situaĂ§Ă£o agravou-se pelo facto de a AGT ter feito cobranças com juros de mora, o que resultou na penhora de 27 contas bancĂ¡rias de empresas locais, por alegados incumprimentos fiscais.

O Grupo Parlamentar da UNITA entende que qualquer conflito, seja laboral ou de outra Ă­ndole, deve sempre encontrar uma soluĂ§Ă£o negociada para evitar prejuĂ­zos das partes envolvidas e da economia do PaĂ­s, pelo que insta as direcções da AGT e da AssociaĂ§Ă£o dos EmpresĂ¡rios do Cunene a primarem pelo diĂ¡logo.

O Grupo Parlamentar da UNITA solidariza-se com os trabalhadores que perderam os seus empregos, augurando que as entidades patronais encontrem fĂ³rmulas de minimizar os efeitos e uma possĂ­vel reversĂ£o da situaĂ§Ă£o em seu favor.

Refira-se que a AssociaĂ§Ă£o dos EmpresĂ¡rios do Cunene anunciou a paralisaĂ§Ă£o das actividades comerciais nos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro, como avançou o Novo Jornal. "Em causa estĂ¡ a mĂ¡ actuaĂ§Ă£o dos tĂ©cnicos da AdministraĂ§Ă£o Geral TributĂ¡ria que perturbam os comerciantes com multas abusivas e extorsĂ£o Ă  luz do dia", segundo os empresĂ¡rios.

De acordo com relatos, os tĂ©cnicos aproveitam-se da falta de conhecimento de muitos para tirar proveito e ameaçam encerrar os estabelecimentos comerciais caso o contribuinte nĂ£o efectue o pagamento que lhe Ă© pedido.

Esta prĂ¡tica tem sido recorrente em vĂ¡rios cantos do paĂ­s, pelo que os empresĂ¡rios alertam as autoridades no sentido de porem fim a estas acções consideradas ilĂ­citas que tĂªm interferido nas actividades comerciais daquela provĂ­ncia.

Os empresĂ¡rios mais afectados sĂ£o os que actuam no ramo da construĂ§Ă£o que, muitas vezes, sĂ£o obrigados a encerrar lojas de venda de materiais de construĂ§Ă£o por vĂ¡rios dias "a fim de nĂ£o serem extorquidos pelos agentes que, sem pedagogia, fomentam a corrupĂ§Ă£o".

Enviar um comentĂ¡rio

0 ComentĂ¡rios