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Ângelo Boss abraça causa do grupo Maria Luísa e Ceicy Tchavala

 A voz de "Wassamba" é uma das referências da música infantil, Ângelo Ramos, o cantor "Ângelo Boss", esteve entre os artistas que animaram o "Festival Crianças Felizes", num encontro de confraternização por ocasião do dia 1 de Junho, no Centro Neurocirúrgico e de Tratamento à Hidrocefalia, no bairro Kifica, em Luanda.

O evento é uma iniciativa do Conselho Provincial da Sociedade Civil de Luanda, do grupo Educacional Maria Luísa e da Associação Solidária Anda Angola no Resgate da Tradição Oral, que proprocionaram momentos culturais e fizeram doações de fármacos e bens alimentares.

Adriano Ferreira, porta-voz do grupo, agradeceu a pronta disponibilidade de Ângelo Boss, em particular, e de todos aqueles que se juntaram à causa.

O artista recordou os momentos da canção infantil e deixou uma mensagem de rápidas melhoras e de esperança às crianças internadas no centro.

Martinho, conhecido com a canção "Pipiadora”,  também esteve presente. Martinho e Ângelo Boss  têm o 1 de Junho como data marcante, porque os dois começaram a actuar no Festival 1 de Junho da Rádio Nacional. Foi há precisamente há 40 anos quando Ângelo Boss subiu, pela primeira vez ao palco, ainda com o nome artístico de Ângelo Ramos. 

A música tradicional foi levada ao acto pela cantora Ceicy Tchavala, responsável da Associação Solidária Anda Angola no Resgate da Tradição Oral, uma das organizadoras do evento. "A nossa intenção foi animar as crianças, dando força, coragem e esperança, sublinhando que tudo vai ficar bem, porque Deus é fiel, maravilhoso e bondoso, que logo voltarão para casa saudáveis e mais fortes", encorajou Ceicy Tchavala.

Ceicy afirmou que a sua organização tem realizado outras iniciativas solidárias, onde combina arte e cidadania. "No dia 4 de Abril proporcionamos uma sopa solidária e uma palestra, onde falamos da fuga à paternidade e de crianças desprotegidas. Nestes momentos também procuramos encontrar novos talentos”, realçou.

O escritor brasileiro JSantos, que acompanhou a actividade, considerou o acto positivo e demonstra que os artistas não podem ficar indiferentes aos problemas sociais.

O Centro Neurocirúrgico e de Tratamento à Hidrocefalia está localizado no Kifica e acolhe 70 crianças. De acordo com o corpo médico e mães dos internados, a instituição enfrenta muitas dificuldades.

Ângelo Boss, um dos produtos da música infantil, junta-se a outros nomes saídos da canção infantil, como Mamborrô, José de Assunção, Lucas de Brito "Maya Cool”, Joseca, Alberto de Matos, Sónia António, Makaya, Nary Costa, Diodora, Geny Martinez, Malamba, Nicinha Rocha, Elizabeth Martins, Venâncio Prata, Avelino Bartolomeu, Gisela Gois, As Gingas do Maculusso, Cininho, Faustino Segunda, Valentina, Alfredo Hossi, Dilton, António Caboco e Isidora Campos.

Este grupo pertence à geração de ouro da canção infantil. Ângelo Ramos integrou a primeira caravana de artistas infantis da Rádio Nacional de Angola (RNA) que representou o país num festival na Alemanha, em 1988.

Ângelo Boss começou a carreira em 1984, na "Sala Piô”, da Rádio Nacional de Angola, no grupo infantil a "Turma do Pica-Pau”. Também integrou o Carrossel, da Televisão Pública de Angola (TPA), participando em vários espectáculos, especialmente no Dia Internacional da Criança.

Era o tempo dos sucessos  "Quando eu passo pelas ruas", "Belinha Xuxú", "Moringa”, "Mangonha", "Menina Pensando”, Crianças Alegres”, "Olha bem aquela flor”, "Girinha, "Carro azul” , "Frutos silvestres" , "Compadre", "Sukula", "Telefone" e "Amigo", assim como "Wassamba", uma interpretação de Ângelo Ramos e composição de Rosa Roque, inspirada na obra "As Aventuras de Ngunga", do escritor angolano Pepetela.

Depois da fase infantil, Ângelo Boss lançou êxitos como "Kimbo Kuia”, "Cupido”, "Big Boss”, "Paula Sexy”, "Angola Ku Muxima” e tantos outros. Hoje, tem cinco discos de originais no mercado, "Gato Preto”, "Kota dá Só”, "Huambo”, "Angola Ku Muxima” e "Kizomba Muangolé”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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