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Deputados do grupo parlamentar da UNITA foram atacados por elementos não identificados

O Grupo Parlamentar da UNITA (GPU) informa a opinião pública nacional e internacional que uma Delegação do GPU – composta pelos Deputados João Muzaza Kaweza, David Kisadila, Jeremias Abílio e o Assessor Maurílio Luiele, em deputação, no quadro das  Jornadas Municipais na Província do Cuando Cubango .

De acordo com a nota que chegou a nossa mesa de redação, que diz Foi alvo de um ataque perpetrado por  supostas milícias do Regime, pelas 10h15 desta sexta-feira, 12 de Abril de 2024, no troço Longa-Cuito Cuanavale, tendo atingido gravemente o cidadão João Ginga, membro do Secretariado Provincial da UNITA no Cuando Cubango, 2 (dois) cidadãos desaparecidos, 9 (nove) feridos, dos  quais 4 (quatro) em estado grave  e danos materiais em 8 (oito) das 9 (nove) viaturas da  coluna dos Deputados.


Ainda a nota fez saber que o  Grupo Parlamentar da UNITA informa que, no momento do ataque, os agressores gritavam “no Cuito Cuanavale só há entrada, não há saída para a UNITA!”, numa autêntica demostração de intolerância política, empunhando armas de fogo, paus e catanas, e arremessando pedras aos membros da Delegação de Deputados.

O Grupo Parlamentar da UNITA condena a postura de cumplicidade do Governo Provincial do Cuando Cubango e da Polícia Nacional local que, instados a garantir segurança à Delegação, nos termos da lei, não o fizeram.

De salientar que numa altura em que Angola acaba de assinalar 22 anos do calar das armas, o Grupo Parlamentar da UNITA condena veementemente os actos de terror, ódio, fundamentalismo partidário e intolerância política, pelo que insta Sua Excelência Presidente da República a assumir as suas responsabilidades de defesa da vida, dos direitos, liberdades e garantias fundamentais de todos os cidadãos.

O Grupo Parlamentar da UNITA insta, igualmente, o Sr. Presidente do MPLA a orientar as suas estruturas para adesão plena ao espírito dos acordos de paz, tolerância e reconciliação nacional genuína.

O Grupo Parlamentar da UNITA exorta as autoridades competentes a instaurar o competente inquérito e a responsabilizar os culpados desse acto criminoso que ceifa a vida de um cidadão angolano engajado na consolidação do Estado Democrático de Direito e cuja culpa é pertencer a um partido político que não o do regime.

 

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