Ticker

10/recent/ticker-posts

Escola das madres em Viana: Má gestão, atrasos de salários e desvios de fundos causam protestos

 A directora de finanças da escola Beata, irmã Maria Diniz, está a ser acusada de ter desviado uma soma avultada de valores, provocando atrasos no pagamento dos salários dos funcionários. Situação esta que tem causado uma onda de protestos e absentismo laboral dos trabalhadores.

 Por: Inácio Cândido

 Localizada no município de Viana, na estrada que liga o pavilhão desportivo Drieam Space, fontes ligadas à direcção da instituição informaram que o comportamento da gestora financeira é recorrente, e que tem influenciado negativamente na qualidade de trabalho e no bem-estar dos funcionários e das suas famílias.

Fruto desta má gestão, a directora financeira, irmã Maria Diniz tem sido, alvo de ameaças, chantagem e exposição nas redes sociais, não só, por funcionários, mas, sobretudo pelos alunos daquela instituição.

“E como se um hábito que se tornou lei, em Angola, os funcionários e colaboradores que se posicionam contra tais atitudes são ameaçados de despedimento”, revela a nossa fonte.

A escola Beata Maria é gerida maioritariamente por mulheres madres, desde a directora, à financeira, com constantes acusações de má gestão financeira, atrasos no pagamento dos salários, quadro salarial baixo e estático.

A nossa equipa de reportagem deslocou até a escola Beata Maria, para averiguar as informações, mas a irmã Maria Diniz, responsável das finanças, diz que as acusações não tem qualquer fundamento. E sobre desvios de fundo da instituição, alega que a única conta que existe na escola é de Banco de Fomento Angola (BFA) e têm três assinantes.

A acusada sublinhou que as propinas na instituição não se paga em dinheiro vivo, mas por via multicaixa ou terminal de pagamento automático da escola. Tendo assegurado que caso de género não voltará acontecer. “Agora o atraso salarial, tem acontecido quando os encarregados atrasam de fazer o pagamento das propinas dos seus educando,” rematou.

Maria Diniz, disse que a sua escola leciona da iniciação até a nona classe e escola têm mais de 1850 alunos. A instituição dispõe também 100 bolseiros e  quanto os funcionários, existe 138 e 44 são efectivos.

Já a directora da escola, irmã Luísa disse que a direcção tem estado a trabalhar com os funcionários e os estudantes para acabar com esses problemas de fuga de informação e quando se sentem lesados, aconselha dirigir-se a instituição de forma apresentar as suas reclamações. “Não podemos levar assuntos dos nossos gabinetes em hasta pública”, conta.

A responsável lamentou os constantes assaltos que tem acontecido na sua instituição como roubo de janelas em caixilharia de alumínio e ar condicionados.

 *Em desenvolvimento na próxima edição.   

Enviar um comentário

0 Comentários