Graça Simbine Machel, 75, é a única mulher na história que se casou com dois líderes africanos eleitos democraticamente.
Nascida em Gaza,
Moçambique, em 17 de outubro de 1945, Graça Simbine Machel é a última criança
de uma família de seis. Seu pai,
falecido três semanas antes de seu nascimento, havia deixado a instrução de que
Graça deveria ser educada até o ensino médio; um desejo realizado por seus
irmãos e irmãs mais velhos.
Devido à vigilância da
polícia secreta portuguesa, ela foi forçada a abandonar os estudos e
refugiou-se na Suíça.
Em 1973, regressou à
Tanzânia 🇹🇿 e juntou-se à FRELIMO, onde conheceu
o seu primeiro marido, Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique.
Em 25 de junho de
1975, Moçambique conquistou a independência e Samora Machel tornou-se o
primeiro presidente do novo país.
Samora Machel era
viúvo desde que sua esposa, Josina, morrera de leucemia em 1971. Em setembro de
1975, Graça casou-se com Samora Machel e tornou-se a primeira-dama de
Moçambique, cargo que acumulou com o de Ministro da Educação até em 1986.
Samora Machel morreu
em um acidente de avião em 19 de outubro de 1986, o que levou Graça a renunciar
ao cargo de ministro da Educação do país.
Esta última, que
passou os primeiros dez anos da independência de Moçambique numa luta
incansável para reduzir a taxa de analfabetismo de 93% da população após a sua
demissão, começou a concentrar-se no terrível número de 20 anos de agitação e estagnação econômica
subjugaram seu país.
Em todo o país, havia
escolas em ruínas à espera de reconstrução, clínicas dilapidadas a necessitar
de renovação e campos crescidos que precisavam de ser limpos para a agricultura
de subsistência da qual depende a maioria dos moçambicanos rurais.
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