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Petro de Luanda salva honra dos angolanos

O Petro de Luanda salvou a honra das equipas angolanas na fase de grupos das Afrotaças, com a preciosa vitória extra-muros de 2-0, sobre o Étoile du Sahel, Tunísia. O exemplo deixado um dia antes pelo campeão nacional na "Champions", não foi seguido de perto na Taça da Confederação pelo Sagrada Esperança e Académica do Lobito, ambos derrotados com golos surgidos na etapa complementar dos desafios.

Os tricolores furtaram as estrelas do adversário e brilharam em campo, com uma exibição de encher os olhos. A alteração feita no sistema táctico pelo técnico Alexandre  Santos 4-4-2 por  3-5-2, deu todas as soluções defensivas e ofensivas que o bicampeão precisou para vergar o Étoile. Alexandre Guedes, avançado português, fez questão de dissipar todas as dúvidas geradas pela falta de pontaria, ao bisar no desafio na partida.

O Sagrada Esperança distraiu-se e sofreu o golpe fatal aos 88 minutos de jogo. Perder quase em cima do apito final é doloroso demais, o golo do Abu Salem é de levantar qualquer estádio do mundo, mas como não há bela sem se não.

A defesa diamantífera ficou mal na fotografia, deveria ter pressionado para impedir o certeiro tiro ao alvo. Os diamantíferos só podem queixar-se de si mesmo, porque revelaram falta de eficácia no ataque, o que acabou por contagiar o sector defensivo no lance fatal, que adiou a expectativa do ponto que parecia assegurado.

Quando sofreu o golo, o Sagrada Esperança parecia ter feito contas antecipadas, já a pensar na visita ao Zamalek do Egipto, "talvez isso ajude" a perceber a falta de concentração, que seguramente também tem de entrar dentro do recorrente pacote táctico, que tem deixado muito preocupado o técnico Roque Sapiri.

A Académica do Lobito entrou desacreditada e nada fez para mostrar as suas obras ao histórico Club Africain, que encheu o 11 de Novembro mais com o barulho dos fervorosos adeptos, do que com o futebol que jogou. Nas bancadas não estavam 50 apoiantes, mas antes e depois do jogo tomaram conta do estádio e criaram o ambiente familiar, que deu tranquilidade e confiança aos atletas para fazer mossa aos estudantes.

O Club Africain usou mais o travão do que o acelerador, em parte porque a Académica intimidou-se com o peso da camisola alheia, realmente poderia ter feito um pouco mais, até para aproveitar a falta de vontade dos tunisinos de matar mais cedo o jogo.

O ilusório nulo ao intervalo fez mal aos estudantes, bem vistas as coisas, o Club Africain reatou como terminou os minutos finais da etapa inicial, atitude diferente tiveram os estudantes, certamente a mente ficou nos balneários, apenas o corpo regressou ao relvado para ver o adversário a marcar dois de rajada.

Um sopro de esperança ainda ajudou a descontar, mas a teoria da cabeça sem corpo não precisou de muitos minutos para fazer a diferença final no marcador (3-1), numa falha do guarda-redes Bodrick, no melhor pano cai a mancha.

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