No início do ano de
1979, o mais velho Jonas, a partir do Katapi, convidou-me para uma caçada. Um
Jeep onde ia o MV de pé na carroçaria e um Unimog para a segurança. Fomos
andando pela mata a dentro.
Havia muita caça mesmo mas a dado momento percebi que o real
propósito da nossa saída não era a caça, pois fomos cruzando todo o tipo de
animais mas o mais velho não disparava. Depois de umas 3 horas de
"reconhecimento", o velho mandou parar. O ajudante de campo sacou um
mapa da pasta de campanha. Observamos a nossa localização aproximada e o velho
disse: "Estamos distantes o suficiente das duas fronteiras nomeadamente a
da Zambia e a do Sudoeste Africano e também distantes dos rios. No entanto há
grandes e várias lagoas.
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Boas condições para criarmos a nossa primeira grande Base
Revolucionária de Apoio", concluiu o mais velho. Algumas semanas depois um
grupo de soldados, sob o comando do então Major Firmino Sachitula é destacado
para área com a missão de iniciar a construção das primeiras estruturas, mesmo
sendo precárias e provisórias. O projecto foi ganhando corpo e no mesmo ano
toda a direcção se instala na Jamba. O Major Firmino Sachitula tornou-se assim
no primeiro Cmdt militar do maior aglomerado populacional no extremo sudeste de
Angola. Nos anos 81/82, a Jamba chegou a albergar para cima de 40.000 pessoas.
Escolas, hospitais, alfaiataria, gráfica, oficinas tanto para material de
guerra como auto. Uma poderosa rádio em ondas curtas, chafarizes, água
canalizada, uma pista de aterragem de cerca de 2.800m, etc, etc. Mais do que
tudo isso, havia um verdadeiro projecto de sociedade.
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