Passados dois meses
desde o encerramento do templo da igreja tabernáculo da mensagem bíblica do
último tempo para as nações, localizada no município de Cacuaco, perímetros da
nova urbanização, os líderes da referida igreja mostraram-se nesta terça-feira,
14, preocupados com o silencio do estado angolano sobre o caso.
Por: José Miguel
De recordar que a
constituição da república no seu artigo 10 que diz o estado é laico, havendo
separação entre as igrejas e o estado, nos termos da lei. O estado reconhece e
respeita as diferentes confissões religiosa, as quais são livres na sua
organização e no exercício das suas atividades, desde que as mesmas se
conformem à constituição e às leis da república de Angola.
O estado protege as
igrejas e as confissões religiosas, bem como os seus lugares objetos de culto,
desde que não atentem contra a constituição e a ordem pública e se conformem
com a constituição.
Manuel Paulino
Correia, diácono da igreja encerrada, lamenta a situação em que a igreja se
encontra e questiona a legalidade do acto de encerramento da mesma uma vez que esta cumpre com todos pressupostos legais. O líder conta ainda que ele e outros
membros da igreja podem perder o ano lectivo, por falta de valores para custear
os seus estudos que antes eram da responsabilidade da igreja.
O diácono, que alega a muitas irregularidade,
no processo, aponta nomes como Yuri Pinto cidadão de nacionalidade portuguesa e
o director da cultura, Henriques Neves, o administrador municipal de Auzilio
Jacob, e o director da ANIESAQuem também
manifestou o seu descontentamento sobre o assunto, é o diácono Antônio
Fernando, que disse que no dia 17 de setembro a igreja foi apanhada de forma
surpresa pelos agentes da ANIESA, sem para o efeito um aviso prévio, alegando da
poluição sonora como motivo de encerramento do templo. Antônio apela aos órgãos
de direito bom senso para a resolução do caso.Igreja liderada pelo
pastor Angelino Napombo Job continua encerrada sem motivos plausíveis.Já o secretário
municipal da UNITA, André Ramos, condenou acto que a direção da cultura está a
fazer não está bom meteram os crentes sem efetuar os cultos naquela congregação
religiosa, “ estamos que a cultura pelos menos devia notificar a direção da
igreja não mandar encerrar,” disse.
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