”O nosso seleccionador não vai
conseguir trabalhar bem lá, a selecção devia ter regressado logo aqui para o
país, o treinador preparava aqui os jogadores e daqui partiam um dia antes pra
o local da competição e faríamos o jogo. Portanto, isso tudo tem que fazer
parte da organização porque foi assim que nós fomos ao Mundial. Então as coisas
boas têm que ser imitadas.
Os
jogadores têm que falar para a imprensa, têm que sentir o calor dos
jornalistas, da Televisão, da Rádio, do Jornal, e saírem daqui motivados, como
quem diz «meu Deus tá toda gente com olhos postos em nós, temos
responsabilidades, então temos que entrar em campo e traduzir em vitória, só
assim é que vamos dar alegria ao povo».
Por
outro lado, nós estamos a ouvir muito o vice presidente da Federação a falar em
nome de jogador. Os jogadores é que têm que dizer se estão bem ou não, eles é
que sentem, é que trabalham, não pode ser um dirigente a dizer que a equipa
está bem do ponto de vista psicológico, nem é psicólogo.
Mas
também temos de reconhecer porque o vice presidente para as selecções nacionais
acho que ainda não tem cultura desportiva, não me lembro de tê-lo ouvi dizer
que foi um grande jogador. Para mim é daquelas pessoas que neste momento
deveria falar só de questões administrativas.
As
questões técnicas, emocionais, essas coisas todas, para alguém que tenha estado
ligado ao desporto, sabia que isso é pelouro dos dois, do psicólogo e do
treinador”, sublinhou Oliveira Gonçalves.
0 Comentários