Os activistas realizaram manifestação que foi impedida de acontecer pela polícia e 7 pessoas foram detidas por insistirem numa explicação constitucional para esse impedimento.
Quatro dias depois, 20 de Setembro, acusados de
"injúrias contra o presidente", foram sumariamente julgados, pela
"juíza" Maria Vangui Pascoal e condenados 4 desses cidadãos, não pelo
crime do qual eram acusados, mas por "Desobediência e Resistência à Ordem
Pública": Adolfo Campos, Gilson da Silva Moreira "Tanaice Neutro",
Hermenegildo André "Gildo das Ruas" e Abraão Pedro Santos. Dois anos
e cinco meses. Os demais foram absolvidos e mandados para casa.
A juíza, no momento da condenação citou apenas 3 nomes e
retirou-se precipitadamente da sala de audiência, sem assinar a ata,
inviabilizando a interposição de recurso prevista por lei, que suspenderia a
sentença em primeira instância.
Mandou nos minutos subsequentes, através do escrivão, um
recado para a sala de audiência, indicando que "o Abraão dos Santos também
está condenado, incluí-lo na sentença"
Durante 15 dias a defesa não pôde interpôr recurso por não
ter acesso à certidão da sentença.
Os advogados do escritório Zola Bambi e associados tiveram
praticamente de se acantonar no tribunal até que a sentença lhe fosse
finalmente entregue e se pudesse dar início ao pedido de recurso. Isso sucedeu
no dia 5/10/2023.
Até hoje, 26 de outubro, a juíza está a "aguentar"
o recurso. Essa maneira de brincar com as vidas alheias e tentar amainar o
ímpeto interventivo dos atores sociais não agoira um bom final.
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