Em véspera da segunda edição da Volta Angola em ciclismo, o desempenho dos elites na primeira etapa do Grande Prémio Netspace, 140 quilómetros, é inaceitável, defendeu o director técnico do Petro de Luanda/Bai/Sicasal, Carlos Araújo.
Ao analisar tecnicamente a prestação dos ciclistas, o dirigente afirmou que no primeiro dia estiveram aquém dos índices já alcançados, cuja média de velocidade foi de 38km/h, contra os 38.9km/h dos master 30. Face aos compromissos futuros, a performance pode condicionar a subida no ranking africano.
"A corrida de fundo não foi boa. A média dos master foi superior. Estou muito apreensivo e os outros também já se deram conta. Na corrida de fundo, o pelotão dos elites partiu e dois minutos depois saiu dos masters 30. É inaceitável que após alguns minutos o segundo pelotão alcance o primeiro. Isso não é normal. Registou-se uma fuga dos elites, na sequência os master abriram outra e apanharam os elites. Ou seja, estão a andar pouco. Essa é a minha grande preocupação”, explicou.Voltar a colocar os master 30 e os elites no mesmo
pelotão pode ser uma saída, visando a inversão do quadro, explicou Carlos
Araújo, tendo acrescentado que, em função das novas responsabilidades, muitos
elites já não se dedicam a cem por cento.
"Os master vão puxar pelos garotos e elites.
Só assim pode-se dar o salto qualitativo. Há cinco anos fizemos isso e os
níveis foram muito bons. Temos de voltar a ter bom senso. Os elites estão
relaxados. Vamos ter compromissos internacionais e depois teremos dificuldades
em vencer equipas abaixo dos nossos calcanhares. Com certeza vão fazer frente e
podem ganhar”.
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