Ministério das Finanças recomenda aposta na contratação pública electrónica

 As
entidades públicas contratantes devem adoptar o mecanismo concursal de
Contratação Pública Electrónica e a divulgação estatística dos seus
procedimentos, no quadro da transparência e governança, recomendou esta
sexta-feira a secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público,
Juciene de Sousa.



Dos 125 procedimentos concursais tramitados pelo Serviço
Nacional de Contratação Pública (SNCP), nos últimos cinco anos, apenas 2,5 por
cento obedeceram à Contratação Pública Electrónica.  



Segundo a secretária de Estado, os 125 procedimentos geraram
197 contratos celebrados com Micro, Pequenas e Médias Empresas, num volume de
negócio de mais de 367 mil milhões de Kwanzas. “O repto vai para as entidades públicas contratantes para que adiram à
Contratação Pública Electrónica, além do seu dever de cooperação com o Serviço
Nacional de Contratação Pública no domínio da transparência e da adequada
divulgação estatística dos seus procedimentos”
, asseverou a responsável.



Na visão da secretária do Ministério das Finanças, é
necessário tornar a contratação pública num instrumento privilegiado para a
dinamização do interesse da colectividade, fazendo com que as necessidades dos
cidadãos, as suas reais aspirações, estejam sempre subjacentes a qualquer contrato
público.



Durante um seminário sobre a Semana Nacional da Contratação
Pública, que encerrou esta sexta-feira, Juciene de Sousa, disse que as
entidades contratantes devem tornar a despesa pública, cada vez mais eficiente,
com destaque para os mecanismos de combate à corrupção, sendo esta uma ameaça
permanente. “As entidades estariam a
criar condições para um melhor ambiente de negócios e a promover a
diversificação económica, fazendo da contratação um verdadeiro instrumento de
oportunidades para os operadores económicos”
, considerou.



Sobre os principais objectivos da Semana da Contratação
Pública, a secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público disse
que visa estimular o debate em torno da melhoria contínua da qualidade dos
contratos públicos.



Juciane de Sousa realçou que a Lei dos Contratos Públicos
pretende priorizar a produção nacional, permitindo que as Entidades Públicas
Contratantes estabeleçam uma margem de preferência para os preços propostos,
por concorrentes que sejam Micro, Pequenas e Médias Empresas.



Esta margem de preferência, segundo a responsável, deve ser
explicada, aquando da definição dos critérios de adjudicação, em sede do
programa do concurso ou da carta convite à apresentação de proposta. “No entanto, não obstante as acções de
divulgação do Serviço Nacional da Contratação Pública, a adesão das Entidades
Públicas Contratantes à Contratação Electrónica ainda é inexpressiva – tanto em
número de procedimentos como em volume de compras. Poderemos estar a falar de
apenas 2,5% do total dos procedimentos”
, asseverou.



Durante o último dia do seminário da Semana da Contratação
Pública, subordinada ao tema “O Impacto
dos Contratos de Empreitada de Obras públicas na Dinamização da Economia Local”
,
foi assinado um protocolo de cooperação entre o SNCP e a Associação Angolana de
projectistas e Consultores.



Dentre os temas do seminário, constou a Qualidade do projecto
de investimento público para uma excelente contratação, o Estado da arte e o
Impacto dos contratos de empreitadas de obras a nível local.

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