Governo desafia empresários a tirarem vantagens do Corredor do Lobito

 O
secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Alé
Fernandes, desafiou hoje, no município da Catumbela, os empresários angolanos a
aproveitarem as potencialidades e vantagens do Corredor do Lobito, que integra
o Caminho de Ferro de Benguela e o Porto do Lobito.



O governante falava na província de Benguela, a propósito da
2ª edição do Fórum de Negócios e Conectividade do Grupo Media Nova, que junta
127 empreendedores, empresários e investidores nacionais, dos quais
representantes de 44 empresas.



Alé Fernandes considera o fórum empresarial uma excelente
oportunidade para que os empresários possam compreender melhor o que é o
Corredor do Lobito e como aproveitar as suas potencialidades, para o
estreitamento de parcerias e o fomento de trocas comerciais entre si.



Segundo o responsável, o evento tem como mote uma
importante plataforma da economia angolana, o Corredor do Lobito, e ocorre num
momento em que diversas acções, projectos e programas têm sido implementados
para acelerar a diversificação da economia nacional.



O desafio, como disse, é melhorar e reforçar o desempenho da
economia, de modo a ampliar e facilitar a integração da República de Angola na
região, bem como tornar o país num destino seguro para a atracção de
investimentos.



Referiu que a recente realização do ANGOTIC-2023, após três
anos de paralisação em consequência da Covid-19, constitui um claro exemplo de
acções desenvolvidas pelo Governo de Angola, no sentido de apoiar e estimular a
dinamização, diversificação, modernização e eficiência da economia.



Por isso, o responsável ressaltou o papel das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC), para facilitar a conectividade entre as
instituições, quer locais, como estrangeiras.  



Zona de Comércio Livre



Por outro lado, falou da Zona de Comércio Livre Continental
Africana, fundada a  21 de Março de 2018, uma importante plataforma capaz
de ajudar a retirar da pobreza extrema milhões de cidadãos de países africanos.



Desta forma, acredita Alé Fernandes que a operacionalização
da Zona de Comércio Livre Continental vai contribuir para reduzir as
discrepâncias entre todos os países do continente africano.  



Realçou o impacto do Fórum de Negócios e Conectividade em
promover trocas comerciais, experiências e explorar oportunidades de negócios
inovadoras e rentáveis no mercado nacional e continental, através do diálogo
entre vários empresários e produtores angolanos.  



“A programação deste evento apresenta-se como uma
oportunidade única para que se possa melhor divulgar, abordar, conhecer e
identificar as oportunidades e as vantagens em torno do Corredor do Lobito”,
anotou.  



O Fórum de Negócios e Conetividade (Business e Networking)
foi pensado na perspectiva da troca de ideia dos negócios intra-africanos, para
gerar facilidades no âmbito da projectada Zona de Livre Comércio Africana.



O encontro está a discutir as melhores formas de explorar os
desafios e as oportunidades do mundo dos negócios rentáveis no mercado nacional
e continental.



Empresários e investidores das províncias de Benguela, Bié,
Cabinda, Malanje, Moxico, Namibe, Huambo, Huíla e Luanda debatem em painéis
sobre o “Corredor do Lobito – Vantagens e exploração comercial”, “Indústria
pesqueira e potencialidades”, “Atracção de investimentos”, “Refinaria do
Lobito” e “Economia azul e turismo”.



Ainda preenchem a agenda temas como “Banca e seguros –
Funcionalidades e oportunidades no âmbito do comércio intra-africano”,
“Agro-negócios: Financiamento de pequenas e médias empresas, equipamentos
agrícolas” e “Telecomunicações- Expansão do sinal e os novos sistemas de
telecomunicações, no âmbito do negócio continental”.

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