Cordenadora da ONU destaca papel de Angola no combate ao branqueamento de capitais

 A coordenadora residente do
Sistema da OrganizaĂ§Ă£o das Nações Unidas (ONU) em Angola, Zahira Virani,
destacou, ontem, em Luanda, o papel de Angola no combate ao branqueamento de
capitais, salientando ser crucial para a estabilidade financeira, econĂ³mica e social
de um paĂ­s.



Em
declarações à imprensa, na abertura do workshop sobre "compreender o
branqueamento de capitais para a sociedade civil”, promovido pela
Procuradoria-Geral da RepĂºblica e a Unidade  de InformaĂ§Ă£o
Financeira, em colaboraĂ§Ă£o com o EscritĂ³rio da OrganizaĂ§Ă£o das Nações Unidas
contra a Droga e o Crime (UNODC), Zahira Virani disse que Ă© importante que o
paĂ­s esteja fortalecido com um sistema nacional anti-branqueamento de capitais
e um plano efectivo de combate aos fluxos financeiros ilĂ­citos que permita o
aumento de receitas e recursos para financiar o desenvolvimento.

A
coordenadora residente da ONU fez saber que a cooperaĂ§Ă£o com instituições
privadas e a sociedade civil podem ajudar a identificar sinais de alerta,
sistemas e tipologias de crimes econĂ³micos
.
"A participaĂ§Ă£o deve incluir a partilha de informaĂ§Ă£o e os factores de
risco com as autoridades. E tem um impacto directo nos esforços para a Ă¡rea de
investimento, salvaguardando as pessoas e as instituições da corrupĂ§Ă£o e da
criminalidade econĂ³mica”,
disse.



A
realizaĂ§Ă£o do workshop, informou, Ă© mais um passo em diante para a prevenĂ§Ă£o e
combate em matérias ligadas ao branqueamento de capitais. "Pois, realça o
papel e o contributo essencial das instituições privadas e da sociedade civil,
como bancos, seguradoras, advogados e contabilistas, no apoio Ă s autoridades
angolanas activas neste Ă¢mbito”, referiu.



Salientou
que Angola encontra-se alinhado com o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento
SustentĂ¡vel da Agenda 2030, em particular com o Objectivo de Desenvolvimento
SustentĂ¡vel nĂºmero dezasseis, para a Paz, Justiça e instituições eficazes, que
assentam no reforço de instituições de justiça criminal fortes e responsĂ¡veis,
permitindo prosperidade econĂ³mica e construindo confiança no paĂ­s.



"NĂ³s, as Nações Unidas,
acreditamos e apoiamos a vontade de Angola em contribuir com acções para
acelerar os esforços das autoridades angolanas em fortalecer o sistema nacional
de prevenĂ§Ă£o e combate aos fluxos financeiros ilĂ­citos e ao crime econĂ³mico, e,
com isso, contribuir para um maior crescimento econĂ³mico para a reduĂ§Ă£o das
desigualdades em Angola, rumo ao desenvolvimento sustentĂ¡vel, inclusivo e
igualitĂ¡rio, sem deixar ninguĂ©m para trĂ¡s”,
garantiu Zahira Virani.



PrevenĂ§Ă£o contra o crime 



O
director-geral adjunto da Unidade de InformaĂ§Ă£o Financeira, AntĂ³nio Freire dos
Santos, fez saber que Angola tem vindo a dar passos significativos no processo
de prevenĂ§Ă£o Ă  prĂ¡tica de branqueamento de capitais, visto que, actualmente, o
Governo angolano tem trabalhado com os especialistas da matéria, bem como com a
sociedade civil, para esclarecer mais sobre este fenĂ³meno. "Nunca se falou tanto de matĂ©rias ligadas ao branqueamento de
capitais como se fala actualmente. Objectivo Ă© passar cada vez mais a mensagem
nĂ£o sĂ³ para os tĂ©cnicos, mas tambĂ©m para a sociedade civil, para se ter noĂ§Ă£o e
sensibilizaĂ§Ă£o sobre o assunto, visto que Ă© um espaço que muitos desconhecem,
mas que as mĂ¡s prĂ¡ticas tĂªm efeitos nocivos para a sociedade e para o
desenvolvimento econĂ³mico”.



Face
ao apoio das Nações Unidas, AntĂ³nio Freire dos Santos salientou que se trata de
um projecto financiado pela instituiĂ§Ă£o, no Ă¢mbito dos apoios que vem dando a
Angola, relativamente ao processo de formaĂ§Ă£o e sensibilizaĂ§Ă£o, de modo a
passar conhecimento para melhores prĂ¡ticas a todos os sujeitos e instituições
que operam neste processo.




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