A gravidez precosse
continua a ser um caos, preocupando a sociedade e levando algumas famílias a
ficarem de costas viradas.
Por: Manuel Tomás
De acordo com o Moreira João Francisco, residente na zona do
Malueca, município do Cazenga, é pai de seis filhos, a sua última filha,
Juliana Francisco, de 15 anos deu a luz há duas semanas. E o pai da criança,
identificado apenas por Osvaldo adolescente, também é residente no mesmo
bairro.
Moreira João Francisco, disse que durante os primeiros meses
de gestação da sua filha, o autor da gravidez nunca se fez presente perante família
para conhece-los por mais que recebia notificacões dos pais e dos tios. E o pai da menina, já chegou mesmo ter
conflitos com os pais do jovem (autor da gravidez) alegando desconhecer desta
situação. “Se ele engravidou é problema dele e deve responsabilizar o que fez”.
O pai da menina revela que as duas famílias estavavam de
costas viradas, mas depois dela dar a luz, felizmente compareceram para
desculpar-se do sucedido e conhecer o neto.
Por sua vez, Miguel Mendes não teve a mesma sorte. O morador do bairro do Kikoca, no Dande,
província Bengo, está de costas viradas com seu vizinho de nome Francisco
Mafuta pelo facto do seu filho Adão Mafuta de 17 anos, ter engravidada sua
filha, Inácia Mendes de 16 anos.
Inácia, filha de Miguel Mendes, está concebida de seis meses,
afirma ter namorado com Adão de 17 anos, durante seis a sete meses e este por
sua vez já é responsável pela gravidez de duas meninas, vivendo com uma delas.
Miguel Mendes ao ter conhecimento que o jovem que engravidou a sua filha, já
vive com mulher, resolveu conversar com os pais do Adão, mas obteve sucesso. O
pai do rapaz alegou que o seu filho é menor de idade, não trabalha, sem casa e
não possui condições sustentar duas mulheres.
Já o professor de educação moral e civica, António Zacarias,
assevera que na escola onde lecciona, em Kibaxe, no Bengo, todos os anos tem
casos de gravidez precosse. No início ficava admirado com a situação, ao ver
inúmeros casos de menores de idade, em estado de gestação, mas no decorrer do
tempo, acostumou-se desta dura realidade. Tendo assegurado que no início da
gravidez, algumas meninas desistem das aulas, mas outras preferem continuar com
estudos.
“Há sempre palestras
sobre gravidez precose e planeamento familiar, cujo os oradores são medicos e
enfermeiras. Uns acatam os conselhos, outras não”. O docente entende que este
fenomeno da gravidez na adolescência, afecta a todos nós, uma vez que temos
filhas e sobrinhas, mas augura que esta situação pode mudar de quadro, caso as
famílas manter-se unidos, continuar a trabalhar e dialogar sempre.


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