O Presidente da
República fez a exortação durante o discurso de abertura da 5.ª edição da Expo
Indústria, que vai decorrer na Zona Económica Especial (ZEE) até ao dia 1 de
Abril, com mais de 200 expositores nacionais e estrangeiros.
O Chefe de Estado esclareceu que a ideia, com isso,
passa por fazer face à competitividade decorrente da adesão do país aos
protocolos da Zona Livre da SADC, à Zona de Comércio Livre Continental Africana
e à Zona de Comércio Livre Tripartida. "Devemos, todos,
continuar a fazer um esforço organizado, sistemático e persistente para atrair
o investimento privado nacional e estrangeiro, para estarmos na rota certa e
atingirmos o nível de industrialização estabelecido pela SADC, fixando o nosso
olhar, sobretudo, para a Zona de Comércio Livre Continental", exortou.
Neste contexto, destacou o papel da indústria
transformadora que, como sublinhou, contribuiu com mais de dez mil postos de
trabalho para o mercado nacional, em 2022, tendo o destaque recaído para o da
alimentação, uma aposta do Executivo virada para o aumento da produção
industrial, a fim de garantir a auto-suficiência em bens essenciais de consumo.
O Presidente da República referiu que a taxa de
crescimento do PIB real para a indústria transformadora registou, de 2018 a
2022, um acumulado de 7,7 por cento, com maior realce para o ano passado, que
registou um crescimento na ordem de 6 por cento, superando, deste modo, a
projecção prevista no Orçamento Geral do Estado para aquele ano.
Neste mesmo período, prosseguiu o Presidente da
República, foram aprovados e implementados, no âmbito do investimento privado,
mais de 200 novos empreendimentos de grande impacto no domínio da indústria
transformadora, distribuídos pelas diferentes províncias nos mais variados
subsectores de actividade.
Acompanhado no evento pela Primeira-Dama da República,
Ana Dias Lourenço, o Chefe de Estado disse que a resiliência demonstrada pelos
"nossos" industriais, mesmo durante o período mais difícil da
pandemia, revelou-se fundamental para que se verificasse, agora, um crescimento
acentuado da produção industrial.
Referiu que o contexto actual da indústria
transformadora nacional oferece, hoje, bastantes desafios, oportunidades,
mas, também, constrangimentos, que caracterizam o contexto global e
específico da indústria nacional, num momento em que Angola continua a marcar
passos bastante precisos no seu processo de abertura ao exterior, procurando,
com isso, caminhos para diversificar a economia através da substituição das
importações, do fomento das exportações e da diminuição da dependência do país
da economia petrolífera.

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