O activista angolano Hitler Samussuku, actualmente a frequentar um doutoramento no Brasil, avançou com uma acção judicial contra a companhia aérea TAAG – Linhas Aéreas de Angola. O caso começou a ser apreciado esta semana pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em BrasÃlia.
O processo remonta a junho de 2025, quando Samussuku tinha viagem marcada para Luanda. Segundo o activista, a deslocação tinha como objectivo participar no lançamento do livro Angola Pós-Dos Santos, do qual é co-autor, bem como em compromissos académicos e encontros institucionais, incluindo uma conferência na Universidade Católica de Angola e uma reunião com o embaixador da Noruega.
De acordo com informações constantes no processo, o voo foi interrompido após uma falha técnica registada quando a aeronave já se encontrava no ar. Todos os passageiros foram evacuados e redirecionados para voos subsequentes. Samussuku alega, no entanto, que não recebeu assistência adequada por parte da companhia, apesar de ter alertado para a importância dos compromissos que perderia.
O activista refere ainda que a Embaixada da Noruega terá tentado interceder junto da transportadora, sem obter resposta. Perante a situação, decidiu accionar judicialmente a TAAG no Brasil, solicitando uma indemnização de 57 mil reais por alegados danos morais.
A primeira audiência está marcada para esta sexta-feira, às 20h00 (hora de
Angola), momento em que Samussuku deverá ser ouvido formalmente pelo tribunal.
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