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Muekalia abandona UNITA

O político e diplomata angolano Domingos Jardo Muekalia, antigo representante da UNITA nos Estados Unidos da América, oficializou esta segunda-feira a sua adesão ao partido PRA-JA – Servir Angola, liderado por Abel Chivukuvuku.


A confirmação foi feita pela Secretária de Comunicação e Marketing do PRA-JA, que destacou a “trajetória política, técnica e humana” de Muekalia como um reforço estratégico para o projeto político do partido, que se apresenta como uma alternativa inclusiva no cenário político nacional.

Figura influente na oposição ao tempo do conflito armado Jardo Muekalia era considerado um dos nomes mais cotados dentro da UNITA para a sucessão de Isaías Samakuva, tendo desempenhado um papel relevante na diplomacia partidária, especialmente junto à comunidade angolana na diáspora e nos círculos políticos norte-americanos.

Até o momento, a UNITA não se pronunciou oficialmente sobre a saída de Muekalia. Já o PRA-JA considera a adesão como um sinal de maturidade política e de abertura para quadros com experiência internacional e visão estratégica.

Nascido no Mungo, Jardo Muekalia que há 20 de setembro próximo completa 66 anos de idade, é uma figura proeminente da política angolana, com uma carreira marcada pela atuação diplomática, militar e partidária. Ingressou na luta armada aos 16 anos, tendo recebido formação militar em Rabat, Marrocos, e mais tarde desempenhado funções estratégicas na missão externa da UNITA. Com a patente de brigadeiro reformado das Forças Armadas Angolanas, Muekalia destacou-se como chefe dos serviços de inteligência da UNITA e foi Secretário Adjunto para as Relações Exteriores do partido. Representou oficialmente a UNITA em Londres e durante dez anos em Washington, onde liderou o programa mais ambicioso de apoio norte-americano a uma entidade não-estatal africana.

Mestre em Relações Internacionais pelo Institute of World Politics, participou em negociações de paz em Abidjan e Lusaka, e esteve presente em todas as cimeiras entre Jonas Savimbi e José Eduardo dos Santos realizadas no exterior. Foi um dos quadros que Jonas Savimbi mais apreciava no interior do seu movimento.

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