Os mais de 700 delegados, que participaram do primeiro congresso constitutivo do PRA-JA Servir Angola, sob o lema “institucionalizar e fortalecer para ser governo ou parte do governo em 2027”, determinaram que o partido liderado por Abel Chivukuvuku concorra de forma isolada, nas próximas Eleições Gerais de 2027, sem no entanto, fechar portas ao diálogo sobre o caso Frente Patriótica Unida (FPU).
A deliberação consta do comunicado final lido no auditório do Centro de
Convenções de Talatona (CCT), em Luanda, local que durante três dias, acolheu o
acto.
De acordo o documento, o congresso deliberou que no contexto actual em que o PRAJA “é partido político soberano, não pode aceitar quaisquer acordos que impliquem o princípio da agregação, considerando apenas a eventualidade de participar numa coligação”, lê-se.
A deliberação do comunicado foi reforçada pelo presidente eleito do PRA-JA,
Abel Chivukuvuku, no seu discurso de encerramento do conclave ao sublinhar que
“recebi o mandato e está no comunicado, a responsabilidade do congresso
preparar o partido para a necessidade de ter que avançar nas eleições sozinho”.
O líder do PRA-JA Servir Angola, que citou o comunicado final, ressaltou
que “também recebi o mandato para fazer concertações, a possibilidade de fazer
concertações, mas primeiro arruma a tua casa e depois é que vai ver a casa do
vizinho”. “Temos que avançar sozinhos, mas dispostos para eventualidade de
conversas”, reforçou o político.
Segundo Chivukuvuku, “essas conversas têm que ter regras, porque já
sofremos muito com esta questão da FPU”, finalizou.
O PRA-JA Servir Angola realizou o congresso constitutivo nos dias 19 e 21
de Maio, em Luanda, com a participação de 750 delegados das 21 províncias do
país e do exterior, onde foi eleito Abel Chivukuvuku com 661 votos, contra 11
do seu concorrente, Francisco Kanga.
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