Mais uma vez, senti-me obrigado a comentar o texto do veterano jornalista Artur Queiroz, com o título "Medalhas de Bom Comportamento" — publicado no Club-K.
Ninguém contesta o talento de Artur Queiroz para narrar factos. Escreve bem, mas nem sempre para o bem. Se Deus lhe amolecesse o coração, teríamos uma verdadeira relíquia de ser humano. Infelizmente, temos o oposto. Jornalista há mais de cinquenta anos, conhece bem os bastidores do poder e domina a palavra como poucos. O problema é que esse dom tem sido demasiadas vezes usado para alimentar a divisão e a intolerância entre os angolanos.
Ele enxerga apenas os passivos das pessoas que odeia. A sua vontade seria a de reescrever a história do 27 de Maio de 1977 — a maior onda de massacres sem paralelo na Angola independente; e se desse, apagaria dos jornais daquela época os pronunciamentos do então Presidente da República Popular de Angola, António Agostinho Neto (... que não se perdesse tempo com julgamentos dos fraccionistas).
O veterano jornalista, em vez de promover o debate saudável e construtivo,
opta por caminhos incendiários. Recorre a textos agressivos, recheados de
ataques pessoais e inverdades políticas — sobretudo contra figuras como Jonas
Malheiro Savimbi e, actualmente, por incrível que pareça, também contra o
Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço (JLo).
No andar das coisas, nada parece apaziguar o seu espírito diabólico. No seu
íntimo, parece persistir um espírito colonialista disfarçado de nacionalista.
Não é por acaso que é confundido com Diogo Cão ou com Oliveira Salazar. Desde
que lhe cortaram os salários milionários que auferia no Jornal de Angola, a
primeira coisa que fez foi regressar voluntariamente à sua terra natal
(Portugal), de onde, talvez, nunca deveria ter saído. É a partir de lá que
montou o seu quartel-general, para destilar o seu ódio contra os angolanos
africanos.
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