O aumento de preços de electricidade e água vão empobrecer cada vez mais a vida dos populares, segundo dados apresentados pelo Ministério de tutela, Angola é o país da região Austral que pratica os preços mais baixos, comparando com os demais países.
O executivo angolano, nos últimos tempos, tem estado a fazer um estudo comparativo com as outras realidades para o aumento de determinados bens, nomeadamente o combustível e agora os referidos acima. Há países cuja população goza de um modo de vida diferente e os governos criam condições que impactam directamente na vida dos seus governados.
Nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo, sem falar das demais províncias, padecem de problemas graves de fornecimento de energia eléctrica e água potável. A última visita que o presidente João Lourenço efectuou à França, convidou os empresários gauleses a investirem em Angola, sobretudo na área de energia, uma vez que, o país tem um excedente de produção e os países vizinhos como a República Democrática do Congo, Zámbia e Namibia seriam o destino favorável.
A realidade por que as duas províncias passam, obviamente as demais podem engrossar o cardápio, contrariam o discurso proferido pelo chefe de Estado em Paris. Uma organização, segundo dados do jornal das 13 horas da RNA, do dia 28 de maio de 2025, vai recorrer aos tribunais para que se evite à entrada na próxima semana dos respectivos preços.
Sobre o precioso líquido (água), Angola está muito longe de atingir o desiderato das outras latitudes geográficas, tendo em conta a realidade insofismável por que o país passa, assolada com a cólera, uma doença ligada ao péssimo ou quase inexistente fornecimento de água potável, saneamento básico, o projecto elencado pelo João Baptista Borges, ministro da Energia e Água, de proporcionar as 700 mil ligações domiciliares às populações de Luanda e Icolo-Bengo, respectivamente, no âmbito das eleições de 2022, não passa de uma autêntica ilusão para com o pacato cidadão.
A mais recente Divisão Política Administrativa (DPA), elevou à categoria de município, a antiga comuna de Calumbo, antes pertencente ao município de Viana, uma região rica em agricultura e psicultura. Aliás, a província de Icolo-Bengo, configura-se uma das mais ricas em áreas referidas, a par das terras agricultáveis, a circunscrição é também, banhada pelo maior rio de Angola, O Kwanza.
Os habitantes do Zango 0,1, 2, 3 e 4, na sua maioria, não têm água potável, embora os bairros façam fronteira com o rio kwanza. Em véspera das eleições de 2017, como tem sido de hábito, tentou-se montar torneiras em vários bairros, mas foi apenas uma tentativa, pois o seu objecto principal nunca foi cumprido.
A vontade política deve estar acima dos interesses pessoais, não se justifica à venda incontrolável de água potável a um preço elevado que os cidadãos expatriados efectuam aos angolanos, num país forte em recursos hídricos.
Quando um governante estiver revestido de capa de empresário, vamos continuar a
registar Postos de Transformação de Energia e de Abastecimentos de Água às
cisternas, para fins que não satisfazem o interesse da colectividade.
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