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LIMA repudia detenção de mulheres que tentaram se manifestar contra violência doméstica

 A Liga da Mulher Angolana (LIMA), braço feminino da UNITA, repudia a violência policial contra um grupo de mulheres, que neste sábado, 29 de Março, tentaram se manifestar no Largo das Heroínas, em Luanda, contra a violência doméstica e manifesta total solidariedade às vítimas.

Numa moção de repudio enviada ao Club-K, assinada pela presidente da LIMA, Cesaltina Kulanda, a organização feminina do maior partido na oposição diz que “manifesta o seu mais firme e veemente repúdio, face aos contínuos casos de detenções arbitrárias e a violência brutal da policial, sofridas pelas mulheres que participavam de uma marcha pacífica, pelo fim da violência contra as mulheres em Luanda, no dia 29 de Março do ano em curso”.


A acção policial incluiu, segundo testemunhas, ameaças, agressões verbais e detenções arbitrárias, o que é classificado pelo movimento MUDEI como um “desvio inaceitável dos princípios de uma sociedade que deveria ser segura para todas e todos.”

Na nota, a LIMA ressalta que "as manifestantes foram alvo de violência desproporcional, intimidação e prisões injustificadas pela Polícia Nacional", considerando que “tais acções não apenas violam, o direito constitucional à livre manifestação, mas também reproduzem, negativamente, a mesma violência que as mulheres estavam protestando”.

A organização liderada por Cesaltina Kulanda repudia igualmente “a normalização da violência doméstica pela sociedade angolana, insuficiência de medidas preventivas e de protecção às vítimas, bem como a impunidade frequente dos agressores que, uma vez mais”, segundo a LIMA “desrespeitam, o artigo 47º da Constituição da República de Angola, o direito a manifestação, conjugado com o artigo 20º da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Conforme a nota, a LIMA exige a libertação imediata das Mulheres em situação carcerária, exortando ao mesmo tempo a investigação independente sobre os abusos policiais e consequente responsabilização dos seus autores.

Na moção de repúdio, a Liga da Mulher Angolana espera que se garanta a não repetição de detenções aos protestos femininos e o amplo respeito dos direitos e liberdades fundamentais das pessoas, exigindo deste modo o respeito aos direitos humanos.

De acordo com a organização, a manifestação pretendia chamar a atenção para a violência de género e a falta de segurança das mulheres em Angola. Entretanto, até ao momento, as autoridades não se pronunciaram sobre as detenções.

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